Ebola: OMS monitora mais de 900 casos suspeitos da doença
Mototaxistas e seus passageiros aguardam na entrada do mercado central enquanto equipes de saneamento desinfetam a área, em meio ao combate ao surto de Ebola n...
Mototaxistas e seus passageiros aguardam na entrada do mercado central enquanto equipes de saneamento desinfetam a área, em meio ao combate ao surto de Ebola na província de Ituri, em Bunia, Congo, no sábado, 23 de maio de 2026. AP/Moses Sawasawa O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom, afirmou que mais de 900 casos suspeitos de Ebola estão sendo monitorados até o momento. Segundo a organização, 101 casos foram confirmados até o momento. ➡️ O Ebola é transmitido pelo contato direto com fluidos corporais de uma pessoa infectada — sangue, secreções, fezes ou vômito — e também pelo contato com animais mortos pela doença. Os primeiros sintomas são febre alta de início súbito, acompanhada de dor muscular intensa e manifestações gastrointestinais. O novo surto da doença foi registrado em 15 de maio na República Democrática do Congo. Em 48 horas, outros dois casos foram confirmados, sem aparente ligação entre si, foram detectados em Kampala, em Uganda. Entenda o Ebola em 7 pontos LEIA MAIS: Qual é o risco real de a Ebola chegar ao Brasil? A velocidade da disseminação foi suficiente para que a OMS declarasse o surto uma emergência de saúde pública de preocupação internacional em 17 de maio de 2026. O que torna a situação mais grave, segundo a OMS, é a ausência de ferramentas médicas eficazes: diferentemente das cepas Ebola-Zaire —combatidas por vacinas aprovadas—, não há terapêutica nem imunizante específico para o vírus Bundibugyo. Não há transmissão da doença à distância: é preciso exposição direta e significativa às secreções de alguém doente, o que diferencia o vírus de doenças respiratórias como o sarampo e a Covid-19. Nos casos graves, o quadro evolui para sinais hemorrágicos — queda de plaquetas, hipotensão, choque e sangramentos de mucosas e do trato gastrointestinal — com semelhanças ao quadro grave da dengue. O período de incubação varia de 2 a 21 dias, com média entre 5 e 10 dias após o contágio. Durante esse intervalo, não há transmissão. Esta notícia está em atualização.