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Após diagnóstico de autismo do filho, advogada cria negócio para adaptar rotina: 'Precisei me reinventar', diz

Maternidade e carreira: 59,1% relatam mudanças na vida profissional após os filhos Após diagnóstico de autismo do filho, advogada criou negócio para adapta...

Após diagnóstico de autismo do filho, advogada cria negócio para adaptar rotina: 'Precisei me reinventar', diz
Após diagnóstico de autismo do filho, advogada cria negócio para adaptar rotina: 'Precisei me reinventar', diz (Foto: Reprodução)

Maternidade e carreira: 59,1% relatam mudanças na vida profissional após os filhos Após diagnóstico de autismo do filho, advogada criou negócio para adaptar rotina: 'Precisei me reinventar', diz Conciliar a maternidade com a vida profissional se tornou um desafio para a advogada e empreendedora Alicianni Moraes após o filho, João, receber o diagnóstico de autismo aos 2 anos. A rotina de terapias, consultas e cuidados diários exigiu mais tempo e dedicação, o que dificultou a permanência no antigo emprego. Em entrevista à TV Clube, ela relatou que precisou buscar uma nova forma de trabalho para acompanhar o desenvolvimento da criança. ✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp "Você tem que acompanhar de perto tudo o que está acontecendo na vida dele. E quando você vai para a terapia, precisa estender, estimulando também em casa, para que ele possa desenvolver melhor. E aí eu já não conseguia mais preencher aquela carga horária profissional de trabalho. Então, eu precisei me reinventar," contou. Atualmente, concilia a produção de doces com os cuidados com o filho, adaptando a rotina profissional aos compromissos da criança. "Eu em casa, adorava cozinhar, fazer bolos, pudins, então isso aqui já é uma terapia para mim. Então busquei algo dentro dos meus limites, dentro da agenda do João, conciliar com a minha agenda profissional", disse. A realidade também é conhecida pela empresária Deyse Medeiros, mãe de uma criança com TEA. Ela afirma que as demandas de acompanhamento terapêutico dificultavam a permanência em um emprego formal e a levaram a investir no próprio negócio. À direita, Alicianni Moraes; à esquerda, Deyse Medeiros Reprodução/TV Clube A maternidade costuma mudar a rotina, as prioridades e os planos profissionais de muitas mulheres. Uma pesquisa da consultoria de recrutamento Fesa Group, realizada entre janeiro e fevereiro deste ano, apontou que 59,1% das executivas que são mães relataram impactos negativos na carreira após terem filhos. Segundo a advogada Bárbara Santana, a legislação brasileira garante uma série de direitos às mulheres durante a gestação e após o nascimento dos filhos. "Após voltar ao trabalho, ela não pode ser demitida sem justa causa, ela tem alguns direitos para poder fazer a amamentação da criança, ela tem direito a mais intervalos, ela tem direito a consultas antes de ter o bebê sem ter nenhum prejuízo de redução salarial, então sim, a gestante tem essa proteção para não sofrer injustiças, discriminações ou até mesmo demissões." Conhecer os direitos é fundamental para quem está passando por esse período. Se a trabalhadora suspeitar de discriminação ou prejuízo durante a gravidez ou a maternidade, a orientação é reunir documentos que comprovem a situação e buscar orientação jurídica. "Se realmente for detectado que existe algum tipo de discriminação a trabalhadoras, geralmente as empresas sofrem multas, penalidades pecuniárias e dependendo da gravidade podem ser fechadas," explica a advogada. *Juliana Cristina, estagiária sob supervisão de Carlienne Carpaso. VÍDEOS: assista aos vídeos mais vistos da Rede Clube