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Ataques paquistaneses no Afeganistão deixam pelo menos 13 mortos, diz Talibã

Soldados talibãs sentam-se ao lado de uma arma antiaérea enquanto vigiam os caças paquistaneses, na província de Khost, Afeganistão, em fevereiro de 2026.,...

Ataques paquistaneses no Afeganistão deixam pelo menos 13 mortos, diz Talibã
Ataques paquistaneses no Afeganistão deixam pelo menos 13 mortos, diz Talibã (Foto: Reprodução)

Soldados talibãs sentam-se ao lado de uma arma antiaérea enquanto vigiam os caças paquistaneses, na província de Khost, Afeganistão, em fevereiro de 2026., em 27 de fevereiro de 2026 Reuters O Afeganistão afirmou nesta quarta-feira que o Paquistão lançou novos ataques aéreos tendo o país como alvo, matando pelo menos 13 pessoas e ferindo outras 14, em mais um sinal de escalada nas tensões entre os dois vizinhos após meses de combates que já deixaram centenas de mortos. Embora a situação ao longo da fronteira estivesse calma horas após os bombardeios, Cabul já respondeu a ataques paquistaneses anteriores alvejando postos do Paquistão ao longo da fronteira. O principal porta-voz do Talibã, Zabihullah Mujahid, disse que os últimos ataques aéreos tiveram como alvo as províncias afegãs de Khost, Kunar e Paktika, e mataram 11 crianças, uma mulher e um idoso. Não houve reconhecimento imediato dos ataques em território afegão por parte do Ministério das Relações Exteriores ou das forças militares do Paquistão. Agora no g1 Os ataques ocorreram um dia após supostos militantes do Talibã paquistanês atacarem um posto de segurança na área de Hasan Khel, na província de Khyber Pakhtunkhwa, no noroeste do país, que faz fronteira com o Afeganistão. O ataque desencadeou um intenso tiroteio no qual seis membros da Polícia Federal (Federal Constabulary) foram mortos e vários outros ficaram feridos, de acordo com o Ministério do Interior do Paquistão. Autoridades locais informaram na terça-feira que as forças de segurança mataram oito dos atacantes e frustraram uma tentativa de invadir o posto de controle. O ministro do Interior, Mohsin Naqvi, compareceu posteriormente às orações fúnebres dos agentes mortos em Peshawar, informou o ministério. Naqvi prestou homenagem aos mortos e expressou condolências às suas famílias, afirmando que seus sacrifícios não seriam esquecidos. Ele também disse que o Paquistão permanece unido em sua luta contra a militância e que as operações contra grupos que ameaçam a paz e a segurança serão intensificadas. O Paquistão e o Afeganistão têm se envolvido em embates desde o final de fevereiro, quando o Afeganistão realizou ataques contra o Paquistão em retaliação a bombardeios aéreos paquistaneses dentro do território afegão. Em fevereiro, o Paquistão declarou estar em guerra aberta com o Afeganistão, após um aumento nos ataques militantes contra civis e forças de segurança em solo paquistanês. O Afeganistão afirmou que um ataque aéreo paquistanês mortal em março atingiu um centro de reabilitação de dependentes químicos em Cabul, matando mais de 400 pessoas. O número de mortos não pôde ser confirmado de forma independente. O Paquistão contestou a alegação e negou ter como alvo civis, afirmando que atingiu um depósito de munições. Este último desdobramento ocorre meses após a China mediar negociações de paz entre o Paquistão e o Afeganistão em Urumqi, no norte da China. Posteriormente, Pequim afirmou que o Afeganistão e o Paquistão haviam concordado em não escalar o conflito e em buscar uma solução. Autoridades no Paquistão disseram que Pequim e alguns outros países parceiros ainda estavam incentivando ambos os lados a chegarem a um acordo para uma paz duradoura. Masood Khan, um analista de segurança baseado em Islamabad, disse que a prioridade do Paquistão é acabar com os ataques do Talibã paquistanês, ou TTP, que Islamabad afirma operar a partir do solo afegão. Khan disse que a solução para a tensão reside na aplicação de um decreto do líder do Talibã, Mullah Haibatullah Akhundzada, ordenando que o TTP pare os ataques ao Paquistão. “Esse decreto deve ser implementado de forma sincera e fiel”, afirmou ele. O Paquistão acusa o Afeganistão de abrigar militantes que realizam ataques mortais dentro do Paquistão, especialmente o grupo conhecido como Tehrik-e-Taliban Pakistan ou TTP. O grupo é separado, porém aliado, do Talibã afegão, que governa o Afeganistão desde que assumiu o poder em 2021, em meio à caótica retirada das tropas lideradas pelos EUA. Cabul nega a acusação. A fronteira entre o Paquistão e o Afeganistão permanece fechada para o comércio bilateral desde outubro, deixando milhares de pessoas retidas.