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Beneficiários do BPC em Santarém podem ter auxílio bloqueado por falta de atualização cadastral

Fachada do CAS/Caec em Santarém Agência Santarém/Divulgação Beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC), em Santarém, no oeste do Pará, ...

Beneficiários do BPC em Santarém podem ter auxílio bloqueado por falta de atualização cadastral
Beneficiários do BPC em Santarém podem ter auxílio bloqueado por falta de atualização cadastral (Foto: Reprodução)

Fachada do CAS/Caec em Santarém Agência Santarém/Divulgação Beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC), em Santarém, no oeste do Pará, precisam ficar atentos às novas regras adotadas pelo Governo Federal para manter o auxílio ativo. Entre as principais mudanças estão a obrigatoriedade de atualização do Cadastro Único a cada 24 meses, uso do CPF como documento principal e novas exigências para pessoas representadas legalmente. No município, cerca de 16 mil pessoas recebem o benefício. ✅ Siga o canal g1 Santarém e Região no WhatsApp As mudanças foram detalhadas pela assistente social Leiliane Campos, do CAS/CAEC de Santarém, nesta terça-feira (19), em entrevista ao g1 Santarém e Região. Segundo ela, as medidas têm como objetivo evitar fraudes, modernizar os processos e garantir maior controle na concessão do benefício pago pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). “O Cadastro Único é a principal ferramenta do Governo Federal para identificar as famílias em situação de vulnerabilidade. E as alterações feitas nos últimos anos impactam diretamente programas sociais como o BPC”, explicou. Atualmente, Santarém possui aproximadamente 9 mil pessoas com deficiência beneficiárias do BPC e cerca de 6 mil idosos atendidos pelo programa. Uma das principais mudanças é a obrigatoriedade de atualização cadastral dentro do prazo máximo de 24 meses. Segundo Leiliane, muitos benefícios acabam sendo bloqueados justamente por falta dessa atualização. “Quando o cadastro ultrapassa os 24 meses sem atualização, o sistema pode bloquear o benefício automaticamente e emitir alerta de desatualização cadastral”, afirmou. O CPF também passou a ser obrigatório na base de dados do Cadastro Único. De acordo com a assistente social, é a partir dele que o governo realiza o cruzamento de informações dos beneficiários e dos integrantes da família. Outra mudança envolve a chamada “regra unipessoal”, aplicada às pessoas que se declaram morando sozinhas. Nesses casos, o Governo Federal passou a exigir visita domiciliar para confirmar as informações prestadas no cadastro. A exigência não vale para pessoas em situação de rua, indígenas, quilombolas e moradores de áreas de difícil acesso ou locais considerados violentos. Nessas situações, o atendimento continua sendo realizado nos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS). As novas regras também afetam idosos e pessoas com deficiência que não possuem condições de responder às informações do Cadastro Único. Segundo Leiliane Campos, nesses casos é necessário apresentar um representante legal formalizado judicialmente, por meio de guarda, tutela ou curatela. “Essa pessoa será responsável pelas informações prestadas ao Governo Federal, como renda, moradia e composição familiar”, explicou. A assistente social também alertou para a circulação de informações falsas sobre cancelamentos automáticos do cartão do BPC. Segundo ela, o bloqueio do benefício geralmente ocorre por pendências cadastrais e não diretamente por questões bancárias. “O benefício pode ser suspenso, bloqueado ou até cancelado quando o Cadastro Único não é atualizado dentro do prazo exigido”, destacou. O BPC é garantido pela Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS) e assegura o pagamento de um salário mínimo mensal a idosos com 65 anos ou mais e pessoas com deficiência em situação de vulnerabilidade social.