Campinas muda plano e negocia criação de centro exclusivo para recuperação de animais silvestres
Representação ilustrativa do projeto inicial, que previa criação de um Centro de Integração Animal Prefeitura de Campinas A Prefeitura de Campinas (SP) ne...
Representação ilustrativa do projeto inicial, que previa criação de um Centro de Integração Animal Prefeitura de Campinas A Prefeitura de Campinas (SP) negocia com o Governo de São Paulo a criação de um Centro de Triagem e Recuperação de Animais Silvestres (Cetras) em uma área do Instituto Biológico, anexa ao Parque Ecológico Monsenhor Emílio José Salim, na região do Gramado. Inicialmente, a administração municipal previa instalar um Centro de Integração Animal (CIA), que também receberia animais domésticos, em uma área da Rodovia Anhanguera (SP-330) que fica próximo ao Jockey Club. No entanto, a proposta foi alterada e o novo espaço, que pertence ao governo estadual e tem 58 mil metros quadrados, foi escolhido. 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias da região em tempo real e de graça A Secretaria Municipal do Clima, Meio Ambiente e Sustentabilidade (Seclimas) diz que as tratativas estão em fase final para formalização do convênio de cessão da área. O projeto deve contar com cerca de R$ 10 milhões em recursos que já estariam separados para a finalidade. Após a formalização com o Estado: o projeto será adaptado à nova área; será aberta a licitação para construir o centro; serão aplicados os recursos de emendas parlamentares e do Fundo de Recuperação, Manutenção e Preservação do Meio Ambiente (Proamb). O Governo do Estado informou que o terreno pertence à Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA), e que eventuais tratativas para cessão de uso são conduzidas pelo órgão. Até o momento, não houve submissão de requerimento à Secretaria Estadual de Meio Ambiente para análise relacionada à instalação ou funcionamento de empreendimento de fauna silvestre no local. Centro pode atender municípios vizinhos A reportagem questionou a Prefeitura sobre para onde são levados os animais silvestres resgatados em Campinas atualmente. A Seclimas respondeu que a Associação Mata Ciliar, de Jundiaí (SP), é a principal referência regional para o recebimento e reabilitação desses bichos, e lembrou que, para operacionalizar o CIA, precisará de licença especial da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e de órgãos do Ministério do Meio Ambiente. Informou também que ainda não está definido se o novo centro poderá firmar convênios com outras prefeituras, mas destacou que há a possibilidade de Campinas passar a receber animais resgatados em municípios vizinhos, "especialmente em função dos corredores ecológicos, passagens de fauna, parques lineares e demais áreas verdes que conectam o território regional e favorecem o deslocamento da fauna entre diferentes cidades". O governo estadual afirmou que a eventual implantação de um novo Centro de Triagem e Recuperação de Animais Silvestres São Paulo (Cetras) em Campinas poderá contribuir para o fortalecimento da rede de atendimento e destinação de fauna silvestre no Estado de São Paulo, ampliando a capacidade regional de acolhimento de animais resgatados ou apreendidos e colaborando para a distribuição da demanda entre os empreendimentos autorizados. Capacidade de atendimento A capacidade operacional será definida a partir de estudos técnicos específicos. Há, porém, a expectativa de aumento da demanda por atendimento de animais silvestres, impulsionada por: políticas de recuperação ambiental; implantação de microflorestas urbanas; ampliação de parques lineares; e iniciativas que contribuem para a reaproximação da fauna silvestre às áreas urbanas. A administração municipal também não informou quais intervenções serão realizada no local para a implementação do centro, e disse que o projeto executivo será desenvolvido após a formalização da concessão da área pelo Governo do Estado de São Paulo. Segundo a prefeitura, o espaço previsto para o empreendimento fica dentro da área do Instituto Biológico, em terreno adjacente ao Parque Ecológico, e não no interior do parque propriamente dito. O governo estadual diz que cabe à Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), por meio da Diretoria de Biodiversidade e Biotecnologia (DBB), vinculada à Coordenadoria de Gestão de Fauna Silvestre (CGFau), realizar a análise técnica e emitir as autorizações necessárias para a instalação e o funcionamento do centro. Após a emissão da autorização de uso e manejo, a secretaria também é responsável pelo acompanhamento técnico desses empreendimentos. Atualmente, São Paulo conta com 30 Centros de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres autorizados em diferentes regiões. A relação completa dos empreendimentos, com endereços e contatos, está disponível no site da Semil. Projeto inicial previa atendimento de animais domésticos O projeto inicial previa a instalação do CIA em um terreno doado pelo governo federal às margens da Anhanguera. O local contaria com o Cetras, além de uma área para atendimento de animais domésticos. Com a mudança na proposta, cães e gatos continuarão sendo acolhidos nas instalações do Departamento de Proteção e Bem-Estar Animal (DPBEA), em Campinas, que acaba de concluir a primeira fase de reforma e ampliação. Segundo a Seclimas, a Secretaria Estadual de Meio Ambiente, responsável pelo manejo de animais silvestres em São Paulo, orientou a Seclimas de que o centro de animais silvestres deve ser separado do ambiente de animais domésticos. Além disso, as obras previstas na antiga área poderiam interferir em áreas de lazer e de uso da associação de bairro, segundo a Prefeitura. Veja os vídeos que estão em alta no g1 VÍDEOS: Tudo sobre Campinas e Região Veja mais notícias sobre a região na página do g1 Campinas.