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Capitão do Marrocos na Copa, Achraf Hakimi será julgado por acusação de estupro na França

Achraf Hakimi, jogador de futebol do PSG e da seleção de Marrocos, durante jogo em janeiro de 2026. Franck Fife/AFP O jogador marroquino Achraf Hakimi compare...

Capitão do Marrocos na Copa, Achraf Hakimi será julgado por acusação de estupro na França
Capitão do Marrocos na Copa, Achraf Hakimi será julgado por acusação de estupro na França (Foto: Reprodução)

Achraf Hakimi, jogador de futebol do PSG e da seleção de Marrocos, durante jogo em janeiro de 2026. Franck Fife/AFP O jogador marroquino Achraf Hakimi comparecerá perante a Justiça por acusação de estupro, em uma "vitória judicial" para a denunciante e uma oportunidade para o capitão da seleção do Marrocos apresentar sua versão dos fatos, confirmou a Justiça francesa nesta sexta-feira (19). 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Em fevereiro de 2023, uma jovem denunciou que o jogador do Paris Saint-Germain (PSG) a havia estuprado, acusação que o atleta sempre classificou como "falsa". Em fevereiro deste ano, a Justiça determinou seu envio a julgamento, decisão contestada por Hakimi. No entanto, o Tribunal de Apelação de Versalhes confirmou nesta sexta-feira (19) a medida, considerando que a investigação permitiu concluir que "existem indícios suficientes". Acompanhe a cobertura da Copa do Mundo no ge O anúncio ocorre enquanto a estrela dos 'Leões do Atlas' se prepara para disputar a segunda partida da seleção marroquina na Copa do Mundo da América do Norte contra a Escócia. Apesar da gravidade das acusações, Hakimi, nascido em Madri há 27 anos, não parece preocupado e segue focado em sua carreira, em sua terceira participação em um Mundial pela seleção do Marrocos. Embora a data do julgamento, previsto para ocorrer diante de um tribunal criminal da região de Paris, ainda não tenha sido divulgada, Hakimi afirmou pouco depois do anúncio que o aguarda "com impaciência". "Finalmente poderei falar", escreveu nas redes sociais. "Escolhi permanecer em silêncio durante anos. Pensei que manter minha dignidade, ser paciente e confiar na Justiça permitiria que as decisões corretas fossem tomadas", acrescentou o jogador. Sua advogada, Fanny Colin, ressaltou que o envio a julgamento não significa que ele "seja culpado". Initial plugin text Longo caminho A advogada da denunciante, Rachel-Flore Pardo, celebrou, por sua vez, uma "vitória judicial", que traz "alívio e esperança" à sua cliente, "após mais de três anos de batalha judicial, depois de ter sido caluniada e arrastada para a lama pela defesa". A jovem relatou ter conhecido Achraf Hakimi em janeiro de 2023 pela rede social Instagram e ido até a casa do jogador em um veículo de transporte por aplicativo solicitado por ele, segundo uma fonte policial na época dos fatos. De acordo com seu relato, Hakimi a beijou e a tocou sem consentimento antes de estuprá-la. Em seguida, ela teria conseguido afastá-lo e enviado uma mensagem a uma amiga, que foi buscá-la. Achraf Hakimi foi indiciado e colocado sob controle judicial poucos dias depois, em março de 2023. Sua advogada, que não confirmou se recorrerá da decisão à Corte de Cassação, denunciou uma "justiça de classe ao contrário". Segundo ela, a investigação só foi aberta porque um boletim policial vazou para a imprensa, já que Hakimi "é uma figura pública". Para a denunciante, porém, o vazamento de seu depoimento ao jornal Le Parisien constituiu "o maior trauma de sua vida". Em sua primeira entrevista à imprensa, concedida na quinta-feira (18) ao site de investigação Mediapart, Jeanne (pseudônimo) afirmou que deseja "um julgamento para se defender, para ser ouvida". "Quero que acreditem em mim", acrescentou. "Não é agradável para minha cliente ver alguém que ela acusa de estupro ser aclamado e ovacionado", afirmou sua advogada, para quem "ainda há um longo caminho a percorrer na luta contra as violências sexuais no futebol masculino". VEJA TAMBÉM Seleção: atuação contra Marrocos abre debate sobre mudanças no time