CP contra Vini Oliveira: 1º dia de oitivas termina sem depoimentos após representantes de consórcio faltarem
CP contra Vini Oliveira: 1º dia de oitivas terminou sem depoimentos Álvaro Jr/Câmara de Campinas O primeiro dia de oitivas da Comissão Processante (CP) cont...
CP contra Vini Oliveira: 1º dia de oitivas terminou sem depoimentos Álvaro Jr/Câmara de Campinas O primeiro dia de oitivas da Comissão Processante (CP) contra o vereador Vini Oliveira (Cidadania), de Campinas (SP), terminou sem depoimentos após representantes consórcio Grande Campinas faltarem. O consórcio reúne várias empresas e foi um dos vencedores do leilão de concessão do transporte público da cidade. Já a comissão investiga suposta improbidade administrativa pelo parlamentar. A denúncia, apresentada pela vereadora Mariana Conti (Psol), cita a divulgação de um vídeo no qual o parlamentar teria sido flagrado em uma empresa de transporte menos de um mês após o leilão da concessão. Ao todo, seis representantes de empresas que compõem o consórcio tinham sido indicados por Conti e seriam ouvidos nesta segunda-feira (3), na Câmara de Campinas: Luciano Cristian de Paula, administrador da Rhema Mobilidade Ltda; Emerson de Jesus e Paula Anely Sikansi, administradores da Transporte Coletivo Grande Marília Ltda; Norival Antonio do Prado, administrador da Nova Via Transportes e Serviços Ltda; Merciana Alves dos Santos Franca, administradora da WMW Locação de Veículos e Serviços de Transporte Ltda; Welter França Souto Ferreira, sócio administrador da Auto Viação Suzano Ltda. Nenhum deles compareceu. O consórcio foi procurado pelo g1, mas o setor jurídico informou que não vai se manifestar no momento. Durante as oitivas desta segunda, o presidente da CP, vereador Paulo Haddad (PSD), leu uma justificativa relativa às ausências de Emerson e Paula. Eles alegaram o direito de não produzirem provas contra si mesmos. ✅ Participe do canal do g1 Campinas no WhatsApp "Os mesmos fatos objeto deste procedimento são apurados em inquérito policial em trâmite perante a Delegacia de Investigações Gerais de Campinas", informa o documento. "Daí decorre o impedimento central, pois prestar depoimento como testemunha compromissada, sob pena de falso testemunho, colocaria os requerentes na posição juridicamente inadmissível de produzir prova contra si próprios", completa. Nesta terça (4), às 14h, está agendado o depoimento pessoal de Vini. O g1 procurou o parlamentar para confirmar se ele comparecerá à oitiva, mas não teve resposta até a última atualização desta matéria. Depoimentos Foto de arquivo do vereador Vini Oliveira (Cidadania), de Campinas (SP) Câmara Municipal de Campinas As oitivas seguem nesta terça, com o denunciado e as testemunhas de defesa: dia 4 de agosto, às 9h30: Henrique Madson Berteli Eloy e Marco Antonio Castigleri. dia 4 de agosto, às 14h: depoimento pessoal do denunciado, Vini Oliveira. Todos os depoimentos estão marcados para ocorrer no Plenarinho da Casa de Leis. A comissão notificará as testemunhas, mas compete às partes assegurar o comparecimento delas, uma vez que a CP não possui poderes para determinar condução coercitiva. Compartilhamento de provas A CP também tentou ter acesso a vídeos e conteúdos usados na investigação do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado de São Paulo (Gaeco), do Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP). No entanto, o pedido foi negado. "O MPSP, por meio do Gaeco Campinas, confirma a negativa do compartilhamento de provas, eis que as investigações estão sob sigilo e em andamento", informou. Por conta da negativa, a CP chegou a cogitar pegar esses conteúdos com a imprensa, mas um parecer da Procuradoria Jurídica da Câmara indicou que o meio de obtenção dessas provas poderia resultar em nulidade processual. Denúncia Vini Oliveira: operação apura repasse de verba pública desviada após reunião gravada Segundo a denúncia, Vini teria comparecido a uma empresa de transporte, participado de reunião com outras pessoas e deixado o ambiente portando caixa, sacola, envelopes ou malote de conteúdo não esclarecido. O pedido de abertura da CP foi aceito por unanimidade entre os 29 vereadores presentes, em 1º de junho deste ano. Além de Haddad, compõem a comissão os vereadores Otto Alejandro (PL), que será o relator, e Dr. Yanko (PP). A CP terá prazo inicial de 90 dias para apurar o caso e apresentar relatório final, podendo recomendar que o processo seja arquivado ou que o mandato de Vini seja cassado. Caso seja proposta a cassação, para que ela ocorra será necessário que pelo menos 2/3 dos 33 vereadores votem favoravelmente. VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias sobre a região no g1 Campinas