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Diretor e dois professores são indiciados por assédio sexual contra alunas no Acre

Delegado fala sobre diretor e professores indiciados por assédio sexual contra alunas O diretor e dois professores de uma escola de Marechal Thaumaturgo, no in...

Diretor e dois professores são indiciados por assédio sexual contra alunas no Acre
Diretor e dois professores são indiciados por assédio sexual contra alunas no Acre (Foto: Reprodução)

Delegado fala sobre diretor e professores indiciados por assédio sexual contra alunas O diretor e dois professores de uma escola de Marechal Thaumaturgo, no interior do Acre, foram indiciados pela Polícia Civil por suposto crime de assédio sexual contra um grupo de alunas que têm entre 15 e 17 anos. O inquérito foi enviado à Justiça nessa quarta-feira (13). A informação foi confirmada pelo delegado responsável pelo caso, Marcílio Laurentino, que explicou que os homens seguem em liberdade. Além disso, dentre as 12 denúncias contra os profissionais, apenas uma foi descartada. O g1 entrou em contato com a defesa do diretor e não teve retorno. 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp "Uma das meninas que estava acusando outros professores, disse que acabou entendendo errado, e que os professores só ficavam olhando, por isso, apenas essa foi descartada, sendo assim, permaneceu a denuncia de outras 11 meninas", reforçou. Segundo o secretário de educação do município, Eclínio Furtado, os profissionais foram afastados um dia após a denúncia e devem seguir no regime pelo prazo de 60 dias, enquanto o Processo Administrativo Disciplinar (PAD) está em andamento. Diretor e dois professores de uma escola de Marechal Thaumaturgo, no interior do Acre, foram indiciados por assédio sexual Reprodução LEIA TAMBÉM: Seis meses depois, caso de estudante que denunciou estupro após pegar carona em festa segue em investigação no Acre Professor e diretor são afastados por suspeita de assédio a alunas no interior do Acre Estudantes de História da Ufac denunciam aluno por suposto abuso e importunação sexual e pedem jubilamento Faltando 11 dias para o final do prazo, o g1 questionou o secretário, que disse apenas que o caso está nas mãos da Justiça. "O PAD está em andamento, como citado anteriormente, e as medidas jurídicas a Justiça já está conduzindo", respondeu. À época, o diretor foi preso dentro da escola e solto após pagar fiança de R$ 3 mil. Quando ouvido pelo delegado, o profissional negou o crime à polícia. Após as oitivas, as meninas informaram que outros dois professores também praticavam o assédio. Além das adolescentes, também foram ouvidas a coordenadora da escola e alguns assistentes que trabalham na instituição de ensino, além dos professores suspeitos do crime. Ainda conforme o relatório final, Laurentino concluiu que os assédios aconteciam desde 2023. O inquérito indiciou os profissionais por assédio sexual com base no artigo 216-A do Código Penal, que ocorre quando alguém é constrangido com o intuito de obter favorecimento sexual por condição de cargo. O caso teve como agravante o local ser um ambiente escolar e as vítimas serem menores de idade. Denúncia A denúncia ocorreu após um grupo de 12 alunas procurar a delegacia e denunciar o caso. A Polícia Civil confirmou à época que tinha ouvido quatro das 12 estudante e as demais devem foram intimadas para prestar depoimento nas semanas seguintes. Segundo o relato de uma das vítimas, o diretor ficava chamando uma das meninas para ir até a sala dele, contudo, ela negou o convite. Após esse episódio, a aluna afirmou que ouvia assobios do diretor e olhares indiscretos. À época, o diretor negou os fatos ao g1 e disse que houve um comportamento inadequado por partes das alunas. "Houve um comportamento inadequado durante uma palestra e elas foram encaminhadas à coordenação mas não permaneci a sós com a aluna em momento algum", declarou. Em nota anterior, a Secretaria de Educação de Marechal Thaumaturgo disse que repudiava quaisquer atos de violação dos direitos humanos, contudo, os supostos crimes não foram reportados aos profissionais da rede de proteção. "O município tem implementado a Escuta Protegida, sendo que há servidores na equipe da Secretaria de Educação que fazem parte do grupo e até o presente momento os supostos atos denunciados não foram reportados a esse grupo como devido", disse a nota. Reveja os telejornais do Acre