Filho da princesa herdeira da Noruega vai a julgamento por estupro e outras acusações
Marius Borg Hoiby da Noruega e a princesa herdeira Mette-Marit em Oslo. Lise Aserud/NTB via AP O filho mais velho da princesa herdeira da Noruega, Mette-Marit, ...
Marius Borg Hoiby da Noruega e a princesa herdeira Mette-Marit em Oslo. Lise Aserud/NTB via AP O filho mais velho da princesa herdeira da Noruega, Mette-Marit, irá a julgamento nesta terça-feira (3) enfrentando múltiplas acusações, incluindo estupro, em um caso de grande repercussão que tem sido constrangedor para a família real. O processo ocorre no momento em que sua mãe afirmou ter demonstrado “mau julgamento” ao manter contato, no passado, com Jeffrey Epstein. Marius Borg Hoiby será julgado pelo Tribunal Distrital de Oslo após ter sido denunciado em agosto, ao fim de uma longa investigação. A denúncia inclui 38 acusações, entre elas estupro, abuso em relacionamento íntimo contra uma ex-companheira, atos de violência contra outra e transporte de 3,5 quilos de maconha. Outras acusações envolvem ameaças de morte e infrações de trânsito. Promotores afirmaram que Høiby, de 29 anos, pode enfrentar até 10 anos de prisão se for condenado no julgamento, que deve durar até meados de março. Hoiby é filho de Mette-Marit de um relacionamento anterior e enteado do herdeiro do trono, o príncipe herdeiro Haakon. Ele não possui título real nem funções oficiais. Está sob escrutínio desde que foi preso repetidas vezes, em 2024, por diferentes suspeitas de irregularidades. Ele respondeu em liberdade enquanto aguardava julgamento. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A denúncia se concentra em quatro estupros supostamente ocorridos entre 2018 e novembro de 2024; episódios de violência e ameaças contra uma ex-parceira entre o verão de 2022 e o outono de 2023; e dois supostos atos de violência contra uma parceira posterior, além de violações de uma ordem de restrição. O advogado de defesa Petar Sekulic declarou, quando Hoiby foi denunciado, que “nosso cliente nega todas as acusações de abuso sexual, bem como a maioria das acusações relacionadas à violência”. Ele acrescentou que Høiby “apresentará um relato detalhado de sua versão dos acontecimentos perante o tribunal”. Em uma rara declaração, Haakon disse na quarta-feira que ele e Mette-Marit não pretendem comparecer ao tribunal e que a Casa Real não irá comentar o caso durante o processo. Ele ressaltou que Høiby não faz parte da Casa Real e que, como cidadão norueguês, tem os mesmos deveres e direitos que qualquer outra pessoa. Disse ainda confiar que todos os envolvidos conduzirão o julgamento da forma mais ordeira, correta e justa possível. Embora a família real costume ser popular na Noruega, o caso Hoiby lançou uma sombra sobre sua imagem. LEIA TAMBÉM: Filho de princesa da Noruega é acusado de estuprar mulheres e pode pegar até 10 anos de prisão Relações com os arquivos Epstein Às vésperas do julgamento, a divulgação, na sexta-feira (30), de um novo lote de documentos relacionados ao caso Epstein colocou Mette-Marit novamente sob uma luz negativa. Segundo a imprensa norueguesa, os arquivos continham várias centenas de menções à princesa herdeira, que já havia declarado, em 2019, arrepender-se de ter mantido contato com Epstein. Os documentos recém-divulgados, que incluem trocas de e-mails com Epstein, mostraram que Mette-Marit utilizou por alguns dias, no início de 2013, uma propriedade de Epstein em Palm Beach, na Flórida. A Casa Real confirmou que isso ocorreu por intermédio de um amigo em comum, informou a emissora pública NRK. Em nota enviada por e-mail pela Casa Real, Mette-Marit afirmou que “deve assumir a responsabilidade por não ter investigado mais a fundo o histórico de Epstein e por não ter percebido antes que tipo de pessoa ele era”. “Lamento profundamente isso, e é uma responsabilidade que preciso assumir. Demonstrei mau julgamento e me arrependo de ter tido qualquer contato com Epstein”, acrescentou. “É simplesmente constrangedor.” Ela também expressou sua “profunda simpatia e solidariedade” às vítimas dos abusos cometidos por Epstein. Os contatos de Mette-Marit com Epstein e o julgamento de Høiby não são a única fonte de publicidade negativa para a família real norueguesa. As iniciativas comerciais da irmã de Haakon, a princesa Märtha Louise, têm sido alvo de críticas recorrentes. Em 2024, por volta do mesmo período em que o caso Høiby ganhava as manchetes, ela se casou com um norte-americano que se apresenta como xamã, Durek Verrett.