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França envia porta-aviões para futura missão no Estreito de Ormuz com Reino Unido

Países europeus se reúnem em Paris para planejar missão a Estreito de Ormuz O grupo de porta-aviões francês Charles de Gaulle está se deslocando para o Ma...

França envia porta-aviões para futura missão no Estreito de Ormuz com Reino Unido
França envia porta-aviões para futura missão no Estreito de Ormuz com Reino Unido (Foto: Reprodução)

Países europeus se reúnem em Paris para planejar missão a Estreito de Ormuz O grupo de porta-aviões francês Charles de Gaulle está se deslocando para o Mar Vermelho e o Golfo de Aden como parte dos esforços conjuntos da França e do Reino Unido para preparar uma futura missão de apoio à liberdade de navegação no Estreito de Ormuz, informou o Ministério das Forças Armadas francês nesta quarta-feira (6). De acordo com o comunicado, as embarcações cruzaram o Canal de Suez e estão a caminho do sul do Mar Vermelho, onde podem permanecer entre quatro e cinco meses. A missão internacional para proteção da navegação no Estreito de Ormuz foi anunciada pelo presidente francês, Emmanuel Macron, e pelo primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, no dia 17 de abril. Os dois líderes europeus, que reuniram colegas de vários países em uma reunião para debater a questão, anunciaram que uma dúzia deles estava pronta para contribuir com recursos para restaurar a liberdade de navegação na rota marítima, por onde passam 20% de toda a produção mundial de petróleo. O anúncio da França foi feito pouco depois que o Irã, através de uma mensagem da Marinha de sua Guarda Revolucionária, afirmou o Estreito de Ormuz está liberado para navegação "segura". O porta-aviões francês Charles de Gaulle Eric Gaillard/Reuters Um dia antes, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, havia anunciado a suspensão temporária da operação militar que o país vinha fazendo na região, citando um “grande progresso” nas negociações de paz com representantes iranianos. De acordo com a imprensa iraniana, atualmente, cerca de 1.500 embarcações aguardam autorização para atravessar o Estreito de Ormuz. Desde os primeiros dias da guerra, que começou no dia 28 de fevereiro, a navegação pela rota estava prejudicada. Entre a guerra de narrativas e a troca de ameaças entre EUA e Irã, várias embarcações se viram impedidas de fazer a travessia por medo de ataques retaliatórios ou de atingirem minas que teriam sido colocadas pela Marinha iraniana pela região.