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Governo Trump pode ter que liberar vistos para ex-membros da Guarda Revolucionária para Irã jogar a Copa do Mundo; entenda

Mehdi Taremi, camisa 9 da seleção do Irã, em confronto com a Coreia do Norte nas Eliminatórias da Copa do Mundo da Fifa, em junho de 2025. Majid Asgaripour/...

Governo Trump pode ter que liberar vistos para ex-membros da Guarda Revolucionária para Irã jogar a Copa do Mundo; entenda
Governo Trump pode ter que liberar vistos para ex-membros da Guarda Revolucionária para Irã jogar a Copa do Mundo; entenda (Foto: Reprodução)

Mehdi Taremi, camisa 9 da seleção do Irã, em confronto com a Coreia do Norte nas Eliminatórias da Copa do Mundo da Fifa, em junho de 2025. Majid Asgaripour/WANA (West Asia News Agency) A Federação de Futebol do Irã confirmou neste sábado (9) que a seleção do país disputará a Copa do Mundo de 2026, sediada por Estados Unidos, México e Canadá. A participação iraniana, porém, foi condicionada a uma série de exigências — entre elas, a concessão de vistos americanos para dois ex-integrantes da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC). 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Tanto o atacante iraniano Mehdi Taremi quanto o defensor Ehsan Hajsafi já tiveram que cumprir serviço militar na IRGC. Taremi, que é tido como a principal esperança de gols da seleção iraniana, serviu na Marinha do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica, em Bushehr, sua cidade natal, entre 2010 e 2012. 🔎 A Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC, na sigla em inglês) é uma força militar criada após a Revolução Iraniana de 1979 para proteger o regime islâmico do país. Separada das Forças Armadas tradicionais, a organização atua nas áreas militar, política e econômica do Irã e exerce forte influência no governo. O serviço militar é obrigatório no Irã. Jogadores de futebol nascidos no país, porém, podem ingressar em times afiliados aos militares por meio de isenções esportivas, como o Malavan Anzali e o Fajr Sepasi. Taremi e Hajsafi, no entanto, seguiram um caminho diferente. O serviço militar cumprido fora do ambiente protegido dos clubes ligados às Forças Armadas passou a ameaçar a participação deles na Copa do Mundo. Isso acontece porque o Departamento de Estado dos EUA impõe restrições rigorosas a indivíduos com ligações com organizações classificadas pelo país como terroristas estrangeiras. A lista inclui a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC). “Todos os jogadores e membros da comissão técnica, especialmente aqueles que cumpriram serviço militar na Guarda Revolucionária Islâmica ou IRGC, como Mehdi Taremi e Ehsan Hajsafi, devem receber vistos sem qualquer problema”, disse o presidente da federação iraniana, Mehdi Taj. Irã confirma participação na Copa do Mundo As exigência iranianas A confirmação da participação do Irã na Copa do Mundo acontece após o Canadá negar, no mês passado, a entrada do presidente da federação iraniana antes do Congresso da FIFA por supostas ligações com a Guarda Revolucionária Islâmica. O presidente da Federação de Futebol do Irã (FFIRI), Mehdi Taj, disse à TV estatal na sexta-feira (8) que o país apresentou 10 condições para participar do torneio, buscando garantias sobre a forma como será tratado. Dentre as exigências, estão: concessão de vistos e respeito à delegação iraniana; respeito à bandeira do país e ao hino nacional durante o torneio; reforço na segurança em aeroportos, hotéis e rotas até os estádios; garantia de vistos para todos os jogadores e integrantes da comissão técnica, especialmente aqueles que cumpriram serviço militar na Guarda Revolucionária Islâmica. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que os jogadores iranianos serão bem-vindos no torneio. No entanto, alertou que os EUA ainda podem barrar a entrada de integrantes da delegação com vínculos com a IRGC. A Copa do Mundo começa em 11 de junho. A seleção do Irã está no Grupo G, ao lado de Bélgica, Egito e Nova Zelândia, e disputará todas as partidas da fase de grupos nos Estados Unidos. Pessoas caminham pelas ruas de Teerã e passam por banner com imagem do aiatolá Mojtaba Khamenei. AFP A guerra no Irã Apesar do cessar-fogo anunciado, Irã e Estados Unidos seguem trocando ataques. Nesta sexta-feira, militares americanos atingiram dois petroleiros vazios com bandeira iraniana que, segundo Washington, tentavam furar o bloqueio naval imposto pelos EUA. A informação foi divulgada pelo Comando Central americano em uma publicação nas redes sociais, que também afirmou que uma terceira embarcação iraniana havia sido interceptada na quarta-feira (6). “Os três navios não estão mais em trânsito para o Irã”, afirmou o Comando Central dos EUA. Em resposta, um parlamentar iraniano de alto escalão declarou que qualquer tentativa americana de impor bloqueios navais será respondida militarmente por Teerã, segundo a agência Fars News. AO VIVO: Acompanhe as últimas notícias da guerra Já a agência estatal Tasnim, citando um integrante das Forças Armadas iranianas, afirmou que a situação no Golfo Pérsico permanece calma no momento. No entanto, a fonte alertou que novos confrontos poderão ocorrer caso embarcações americanas voltem a interferir no tráfego marítimo iraniano na região. Apesar da escalada recente no Estreito de Ormuz, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que negociadores americanos continuam em diálogo com representantes do governo iraniano. Bandeira do Irã é vista em frente ao prédio do Ministério de Relações Exteriores em Teerã em novembro de 2009 REUTERS/Morteza Nikoubazl