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Incra tem apenas uma servidora para mediar conflitos agrários no Amazonas, diz MPF

MPF recomenda ao Incra a criação de plano emergencial para reestruturar a Câmara de Conciliação Agrária no AM Divulgação/MPF O Instituto Nacional de Col...

Incra tem apenas uma servidora para mediar conflitos agrários no Amazonas, diz MPF
Incra tem apenas uma servidora para mediar conflitos agrários no Amazonas, diz MPF (Foto: Reprodução)

MPF recomenda ao Incra a criação de plano emergencial para reestruturar a Câmara de Conciliação Agrária no AM Divulgação/MPF O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) tem apenas uma servidora na Câmara de Conciliação Agrária do Amazonas, responsável por atuar na prevenção e na mediação de conflitos no campo. Diante da falta de pessoal e de recursos, o Ministério Público Federal (MPF) recomendou que o órgão apresente um plano emergencial para reforçar a estrutura e ampliar o atendimento, principalmente no sul do estado. A recomendação foi enviada à Presidência Nacional do Incra, em Brasília, e à Superintendência Regional do órgão no Amazonas. Segundo o MPF, a falta de profissionais e a dependência de futuras aprovações orçamentárias comprometem a continuidade das atividades e a mediação de conflitos fundiários. O órgão também alerta que a falta de estrutura pode contribuir para o agravamento da violência no campo, especialmente em municípios como Lábrea, Boca do Acre, Humaitá e Canutama. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp A Câmara de Conciliação Agrária do Amazonas (CCA/AM) atua na prevenção e na resolução pacífica de conflitos rurais, em parceria com o Poder Judiciário, o Ministério Público e movimentos sociais. A unidade também recebe denúncias de violência no campo e de irregularidades fundiárias. Agora no g1 O que o MPF recomenda O Ministério Público Federal recomendou que o Incra apresente um plano emergencial para reforçar a equipe da Câmara de Conciliação Agrária. Entre as medidas sugeridas estão a transferência provisória de servidores, a redistribuição de profissionais e a criação de uma força-tarefa para ampliar a capacidade de mediação. O plano também deverá prever a destinação emergencial de recursos financeiros e a inclusão de orçamento suficiente para 2026 e 2027, a fim de garantir a continuidade das atividades e a realização de vistorias em áreas rurais. Outra medida recomendada é a criação de um cronograma de vistorias técnicas preventivas e regulares em regiões com histórico de conflitos no sul do Amazonas, especialmente nos municípios de Lábrea, Boca do Acre, Humaitá e Apuí. O Incra tem 30 dias, a partir do recebimento da recomendação, para adotar as medidas indicadas. O MPF informou que acompanhará as providências tomadas. Caso a recomendação não seja atendida, o órgão poderá adotar medidas administrativas e recorrer à Justiça.