cover
Tocando Agora:

Influenciadora que teve R$ 9,5 milhões bloqueados por jogos ilegais vira ré em processo

Influenciadora digital Ana Paula Cerqueira Carvalho Reproduçã/Tik Tok de Ana Paula Cerqueira A Justiça aceitou a denúncia do Ministério Público Estadual (...

Influenciadora que teve R$ 9,5 milhões bloqueados por jogos ilegais vira ré em processo
Influenciadora que teve R$ 9,5 milhões bloqueados por jogos ilegais vira ré em processo (Foto: Reprodução)

Influenciadora digital Ana Paula Cerqueira Carvalho Reproduçã/Tik Tok de Ana Paula Cerqueira A Justiça aceitou a denúncia do Ministério Público Estadual (MPTO) contra a influenciadora e cirurgiã-dentista Ana Paula Cerqueira Carvalho. Ela teve R$ 9,5 milhões bloqueados por suposto envolvimento com jogos ilegais e vai responder por exploração e divulgação massiva de jogos de azar e lavagem de dinheiro em ação penal. O Ministério Público apresentou denúncia na segunda-feira (26), que foi aceita pela juíza Umbelina Lopes Pereira Rodrigues, da 2ª Vara Criminal de Porto Nacional, pouco depois das 14h desta terça-feira (27). A defesa de Ana Paula afirmou que não teve acesso aos autos da denúncia e que somente após ter conecimento dos elementos será possível dar andamento ao "exercício dos princípios constitucionais do contraditório e da ampla defesa" (veja nota na íntegra ao final da matéria). 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp Veja os vídeos que estão em alta no g1 Na decisão, a juíza determinou prazo para a constituição da defesa e citou que a acusação apontou os crimes de "ocultar ou dissimular a natureza, origem, localização, disposição, movimentação ou propriedade de bens, direitos ou valores provenientes, direta ou indiretamente, de infração penal (artigo 1º da Lei nº 9.613/98) e exploração de jogos de azar (artigo 50 do Decreto-Lei nº 3.688/41)". Ana Paula foi alvo de operação da Polícia Civil em setembro de 2025. Na época, a Justiça bloqueou R$ 9,5 milhões dela. A influencer foi presa no dia 4 de outubro de 2025, em Porto Nacional, após continuar ocultando patrimônio obtido com recursos ilícitos, segundo a polícia. Dois dias depois, a prisão dela foi convertida em domiciliar. O MPTO, ao apresentar denúncia contra a agora ré no processo, também solicitou que bens fossem confiscados, como uma fazenda avaliada em R$ 2 milhões, veículos de luxo, gado e outros itens. Conforme a denúncia, a influenciadora movimentou R$ 9.523.794,93 por meio de uma empresa de fachada destinada exclusivamente à lavagem de ativos ilícitos. Apesar de movimentar milhões, o MP destacou no documento que a renda lícita declarada por Ana Paula era de aproximadamente R$ 3 mil. LEIA TAMBÉM: Influenciadora que teve R$ 9,5 milhões bloqueados por promover jogos ilegais é denunciada por esquema de apostas e lavagem de dinheiro Justiça bloqueia R$ 9,5 milhões de influenciadora suspeita de promover jogos ilegais Influenciadora é presa suspeita de divulgar jogos ilegais e ocultar patrimônio em Porto Nacional Relembre o caso Ana Paula e o ex-marido, que não teve o nome divulgado, foram alvos de uma operação da Polícia Civil no dia 19 de setembro de 2025, por suspeita de divulgar plataformas ilegais de jogos de azar nas redes sociais. A investigação teve início em 2024. Durante a operação, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão nas cidades de Porto Nacional e Brejinho de Nazaré. Na época, a Justiça autorizou o sequestro de bens móveis e o bloqueio de até R$ 9,5 milhões. Semanas depois, a influenciadora foi presa por continuar ocultando patrimônio obtido com recursos ilícitos. O mandado de prisão preventiva foi decretado pela 2ª Vara Criminal de Porto Nacional. Ela ficou detida na Unidade Prisional Feminina de Palmas. No dia 6 de outubro de 2025, Ana Paula teve a prisão convertida para domiciliar. Na época, a defesa dela informou que a influenciadora tinha filhos menores de 12 anos e não apresentava "qualquer indício de violência ou grave ameaça nos fatos sob investigação". Íntegra da nota da defesa A defesa técnica de Ana Paula Cerqueira Carvalho informa que, até a presente data, não obteve acesso regular aos autos da denúncia formulada pelo Ministério Público. Ressalta-se que somente após o integral conhecimento dos elementos constantes dos autos será possível o pleno exercício dos princípios constitucionais do contraditório e da ampla defesa. Assegurado o acesso aos autos e garantido o devido processo legal, serão apresentados os elementos necessários à demonstração da inocência da acusada, afastando-se, de forma técnica e fundamentada, as imputações que lhe foram atribuídas. Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.