Irã enviou em segredo militares e armamentos aos Houthis em meio à escalada da guerra no Oriente Médio, diz agência
Oriente Médio em tensão: Irã declara 'guerra total' aos EUA e Houthis bloqueiam rota de petróleo O Irã mandou militares e armamentos ao grupo extremista Ho...
Oriente Médio em tensão: Irã declara 'guerra total' aos EUA e Houthis bloqueiam rota de petróleo O Irã mandou militares e armamentos ao grupo extremista Houthis neste mês em meio à escalada da guerra no Oriente Médio, revelou nesta quinta-feira (23) a agência de notícias Reuters. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Quatro fontes afirmaram à Reuters que o regime iraniano transportou secretamente para o Iêmen comandantes de sua Guarda Revolucionária (IRGC), assessores militares e equipamentos relacionados a mísseis e drones. A ação sugere que Teerã busca fortalecer seus aliados Houthis na retomada da guerra contra os Estados Unidos e aumentar a capacidade do grupo extremista de ameaçar a navegação no Mar Vermelho. Segundo duas fontes iranianas, o ministro da Informação iemenita e um analista de segurança regional, o Irã transferiu sorrateiramente membros de seu braço militar ideológico e os equipamentos militares em um voo que saiu de Teerã no dia 13 de julho. Entre 10 e 21 membros da IRGC, incluindo comandantes de alto escalão, estavam a bordo do voo, operado pela Mahan Air. O avião tinha como destino original Sanaa, controlada pelos Houthis, porém foi desviado para a cidade portuária de Hodeidah, banhada pelo Mar Vermelho, após o aeroporto internacional da capital ser alvo de um bombardeio conjunto do governo iemenita com a Arábia Saudita. “Os comandantes da Guarda Revolucionária iraniana viajaram para apoiar as operações dos Houthis e fornecer treinamento em novos sistemas de mísseis”, disse uma das fontes, acrescentando que o Irã também enviou ouro na aeronave para financiar as atividades dos Houthis. Os Houthis retomaram neste mês ataques a navios comerciais no Mar Vermelho e adotaram outras ações que sinalizam uma possível entrada na guerra contra os EUA a pedido do Irã. Eles também aplicaram um bloqueio marítimo a embarcações sauditas, em retaliação ao ataque aéreo em Sanaa, e ameaçaram fechar o Estreito de Bab El-Mandeb, que liga o mar ao Oceano Índico. Dias após chegada de suprimentos, Houthis anunciaram bloqueio à Arábia Saudita Imagem divulgada por imprensa aliada aos Houthis mostra navio em chamas em julho de 2026. Reprodução Três dias após a chegada do voo ao Iêmen, a Reuters informou que Teerã havia pedido aos Houthis que se preparassem para fechar Bab El-Mandeb caso os EUA atacassem a infraestrutura energética iraniana —a ação criou uma nova ameaça ao fornecimento global de energia. Na segunda-feira, o grupo extremista —que controla áreas do Iêmen voltadas para essa rota marítima— anunciou um bloqueio naval contra a Arábia Saudita em resposta ao bombardeio do aeroporto de Sanaa em 13 de julho, que, segundo eles, foi realizado pelos sauditas. Essas ações sinalizaram o fim de uma trégua de quatro anos entre Riade e os Houthis. A ameaça a uma das principais rotas comerciais marítimas do mundo aumentou ainda mais na quinta-feira, quando o grupo afirmou ter atacado dois petroleiros sauditas. Moammar al-Iryani, ministro da Informação do governo iemenita, confirmou as transferências de pessoal e equipamentos em entrevista à Reuters, citando dados de inteligência. “A missão deles é fortalecer as capacidades militares das milícias e prepará-las para ameaçar a segurança marítima internacional no Mar Vermelho e no estreito de Bab el-Mandeb”, afirmou. Guerra no Oriente Médio: Houthis atacam navios sauditas, e Trump responde com ameaças Os Houthis atacaram na quarta-feira dois navios comerciais sauditas no Mar Vermelho, o que marcou a retomada das agressões do grupo extremista contra embarcações na região. Antes disso, o grupo havia forçado desvios de rota de outros navios que carregavam petróleo da Arábia Saudita. O presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou os Houthis nesta quinta-feira e prometeu uma "punição militar severa" ao grupo e também ao Irã caso os extremistas não parem com os ataques aos navios no Mar Vermelho. "Há um ano, os Estados Unidos atacaram com grande força os Houthis, por sua interferência no comércio ao atirarem contra navios. Desde então, e durante nosso conflito com o Irã, eles têm agido de forma muito responsável. Infelizmente, agora estão voltando, tendo disparado contra dois navios da Arábia Saudita na noite passada. Se fizerem isso novamente, os EUA responsabilizarão o Irã e uma punição militar severa será imposta a Teerã e, naturalmente, aos próprios Houthis", afirmou Trump em publicação na rede social Truth Social. Agora no g1