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Justiça manda condenada indenizar em mais de meio milhão pais de crianças mortas por envenenamento

Mulher é condenada por envenenamento de crianças no Maranhão A Justiça determinou o pagamento de mais de R$ 810 mil em indenizações por danos morais aos p...

Justiça manda condenada indenizar em mais de meio milhão pais de crianças mortas por envenenamento
Justiça manda condenada indenizar em mais de meio milhão pais de crianças mortas por envenenamento (Foto: Reprodução)

Mulher é condenada por envenenamento de crianças no Maranhão A Justiça determinou o pagamento de mais de R$ 810 mil em indenizações por danos morais aos pais das duas crianças que morreram após comerem um ovo de Páscoa envenenado em Imperatriz (MA). Jordélia Pereira Barbosa foi condenada a 66 anos de prisão em regime fechado pela morte das vítimas, sem direito de recorrer em liberdade. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do MA em tempo real e de graça O caso ocorreu em abril de 2025. As vítimas foram Luiz Fernando Rocha Silva, de 7 anos, e Evellyn Fernanda Rocha Silva, de 13, que morreram após ingerirem o chocolate envenenado. Mírian Lira Rocha, mãe das crianças, que também consumiu o doce e chegou a ficar internada na UTI por vários dias, deverá receber indenização equivalente a 100 salários mínimos, cerca de R$ 162,1 mil. Já os pais das vítimas, Mírian Lira e Antônio Alves Barbosa Filho, terão direito, juntos, a uma indenização de 400 salários mínimos, o que corresponde a aproximadamente R$ 648,4 mil. DESFECHO DO CASO: Justiça condena mulher que matou crianças envenenadas com ovo de Páscoa no Maranhão Jordélia Pereira Barbosa foi condenada por envenenar ovo de Páscoa e matar dois irmãos no MA Reprodução O ovo de Páscoa que as crianças comeram continha chumbinho - um pesticida usado clandestinamente no Brasil para matar ratos. De acordo com a denúncia, Jordélia enviou o doce à casa de Mirian por meio de um mototaxista. Segundo o Ministério Público do Maranhão (MPMA), o crime foi motivado por ciúmes e vingança. Jordélia era ex-namorada do então companheiro de Mirian. O crime aconteceu em abril de 2025, em Imperatriz. ‘Que a memória deles seja honrada’, diz mãe após condenação de mulher que matou crianças com ovo de Páscoa envenenado A condenação Mulher que matou crianças com ovo de páscoa envenenado é condenada A denúncia foi formulada pelo Ministério Público do Maranhão (MPMA) e aceita pela 3ª Vara Criminal de Imperatriz. A acusação é formulada pela 8ª Promotoria de Justiça de Imperatriz, cujo titular é o promotor de Justiça Tiago Quintanilha Nogueira. As investigações apontaram que Jordélia enviou chocolates contaminados com chumbinho para a família de Mírian Lira Rocha. Durante as investigações, a polícia concluiu que o crime foi premeditado. Jordélia teria viajado de Santa Inês a Imperatriz, hospedou-se em hotel com nome falso e contratou um motoboy para fazer a entrega. Os ovos de Páscoa foram acompanhados de um bilhete: “Com amor para Mirian Lira. Feliz Páscoa!!!”. Ao ser presa em Santa Inês, a polícia encontrou com Jordélia Pereira com perucas, restos de chocolate em bolsas térmicas e um bilhete de ônibus. Passo a passo da vingança: saiba como agiu a mulher que envenenou ovo de Páscoa e matou duas crianças no Maranhão Durante o julgamento, os jurados reconheceram que Jordélia cometeu tentativa de homicídio qualificado contra Mirian, por motivo torpe, uso de veneno e dissimulação. Segundo a decisão, a morte da vítima só não ocorreu porque ela recebeu atendimento médico rapidamente. Em relação às duas crianças, o júri reconheceu o crime de duplo homicídio qualificado. Foram consideradas as qualificadoras de motivo torpe, uso de veneno, dissimulação e o fato de as vítimas serem menores de 14 anos. Durante a investigação, a Justiça considerou que não há sinais de que Jordélia Pereira não possa responder pelos próprios atos. Ela foi acusada de duplo homicídio e de tentativa de homicídio. Em depoimento, Jordélia admitiu que comprou o ovo de chocolate e enviou à Miriam Lira, uma das vítimas, mas negou que teria envenenado o doce e atribuiu a culpa a terceiros. A versão foi considerada infundada pela Justiça.