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Mau uso da IA e outras tecnologias pode contaminar eleições, diz presidente do TSE

Mau uso da IA e outras tecnologias pode contaminar eleições, diz Cármen Lúcia A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Cármen Lúcia, afirmou nes...

Mau uso da IA e outras tecnologias pode contaminar eleições, diz presidente do TSE
Mau uso da IA e outras tecnologias pode contaminar eleições, diz presidente do TSE (Foto: Reprodução)

Mau uso da IA e outras tecnologias pode contaminar eleições, diz Cármen Lúcia A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Cármen Lúcia, afirmou nesta terça-feira (27) que o mau uso da inteligência artificial e de outras tecnologias pode "contaminar" as eleições deste ano, quando os brasileiros vão às urnas escolher presidente, governadores, senadores e deputados federais, distritais e estaduais. Cármen Lúcia deu a declaração durante abertura de um seminário da Justiça Eleitoral sobre segurança, comunicação e desinformação, com foco nas eleições de 2026. O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, também participou do evento. “A única coisa que garante a democracia é a confiança da cidadania nas instituições que formam e conformam o poder público. [...] Temos desafios novos, inéditos, um deles é a questão da chamada ‘desinformação’. Não há dúvida de que as tecnologias, que não são boas ou ruins por si, mas pelo abuso e mau uso que se faz delas, podem levar à contaminação das eleições”, afirmou a ministra. A ministra reforçou que a inteligência artificial será um dos maiores desafios para as eleições deste ano e destacou o dever constitucional de “garantir a integridade do processo eleitoral” de 2026. “A desinformação é um dado, a inteligência artificial é, sim, um dado novo que pode levar a uma transformação de situações que o tempo todo fazem com que falsidades passam para todos nós, como se fosse situações verídicas, sendo que não há correspondência entre o fato e o que você recebe em redes sociais”, acrescentou. A ministra afirmou ainda que conteúdos manipulados devem ser retirados do ar de forma que não se restrinja a liberdade de expressão. “Nós temos que também garantir as liberdades no sentido de fazer com que essas tecnologias sejam utilizadas de maneira transparente para se saber o que foi manipulado, como foi se houve essa manipulação, como será essa retirada sem, de alguma forma, restringir, limitar ou até extinguir a liberdade de expressão, porque essa está garantida constitucionalmente e essa é base para a democracia", declarou a magistrada. Durante o evento, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, falou sobre a independência da PF durante o processo eleitoral e disse que haverá atenção da polícia na investigação de crimes eleitorais envolvendo facções criminosas. "A Polícia Federal tem cumprido o seu papel na face mais visível de todos, que é parte operacional dos nossos trabalhos investigativos, com independência, com autonomia, sem perseguir e sem proteger", disse. "Nós temos, felizmente, obtido bons resultados, que a gente quer também levar para o processo eleitoral", concluiu Andrei. A ministra Cármen Lúcia, presidente do TSE em imagem de 2025 Marcelo Camargo/Agência Brasil