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MPT apura denúncias contra vereadora de Belém que sugeriu demissão de trabalhadores por opinião política

Patricia Queiroz é vereadora de Belém pelo PP CMB O Ministério Público do Trabalho no Pará e no Amapá (MPT PA-AP) iniciou uma apuração de possível prá...

MPT apura denúncias contra vereadora de Belém que sugeriu demissão de trabalhadores por opinião política
MPT apura denúncias contra vereadora de Belém que sugeriu demissão de trabalhadores por opinião política (Foto: Reprodução)

Patricia Queiroz é vereadora de Belém pelo PP CMB O Ministério Público do Trabalho no Pará e no Amapá (MPT PA-AP) iniciou uma apuração de possível prática de discriminação no trabalho por motivação política envolvendo a vereadora Patrícia Queiroz (PP), de Belém. A informação foi divulgada ao g1 nesta terça-feira (27). A parlamentar é também pastora de uma igreja evangélica e vice-presidente da Comissão de Ética Parlamentar da Câmara Municipal de Belém (CMB). Uma postagem dela na rede social sugeria a empresários monitorar o posicionamento ideológico de seus colaboradores e considerar a demissão daqueles que manifestassem apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) - veja abaixo: MPT apura denúncias contra vereadora de Belém que sugeriu demissão de trabalhadores por opinião política Redes Sociais O g1 tenta contato com a assessoria de Patrícia Queiroz para obter um posicionamento sobre o caso e aguarda retorno. De acordo com o MPT, o caso está sob análise técnica e seguirá todos os ritos legais cabíveis, assegurando o respeito ao devido processo legal. ✅ Clique e siga o canal do g1 Pará no WhatsApp A conduta incentivada na publicação confronta diretamente a legislação brasileira. A Lei nº 9.029/1995 proíbe de forma expressa qualquer medida discriminatória que limite o acesso ao emprego ou cause a sua rescisão por motivos de convicção ideológica, política ou de gênero. O órgão reforçou que os empregadores não têm o direito de constranger, ameaçar, perseguir, coagir ou dispensar funcionários em função de suas escolhas partidárias, apoio a candidatos ou posições ideológicas. O trabalhador que identificar ou sofrer qualquer tipo de represália no ambiente profissional devido ao seu voto ou preferência eleitoral deve formalizar uma queixa. Além do acompanhamento na esfera trabalhista, o caso pode ter desdobramentos na Justiça comum. Segundo o MPT, o compartilhamento da mensagem e o teor do conteúdo sugerido também podem acarretar repercussões criminais. Essa vertente do caso será analisada e acompanhada pelo promotor de Justiça Eleitoral competente. O caso, que gerou forte repercussão, também acendeu um alerta no Poder Judiciário. A desembargadora Maria Valquíria Norat Coelho, presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região (TRT-8), manifestou profunda preocupação com o aumento de relatos de coação no ambiente profissional após o término do processo eleitoral. "Estamos sabendo que muitos empregados estão sendo vítimas de ameaça de demissão, de perder seus empregos. Nesta situação, o assédio eleitoral se caracteriza perfeitamente", declarou a magistrada, em pronunciamento oficial. A presidente do TRT-8 reforçou que o direito ao voto é uma garantia constitucional e pediu para que os trabalhadores não se calem diante de pressões. "Não se deixe intimidar. Procure o Ministério Público do Trabalho, procure o sindicato da sua categoria para coibir esse tipo de prática, que não é regular, não tem amparo na lei", orientou a desembargadora. Canais de denúncia O trabalhador que estiver sofrendo qualquer tipo de represália ou assédio eleitoral no ambiente de trabalho pode formalizar uma denúncia de forma gratuita e sigilosa. O canal oficial para o envio de relatos é o site da Procuradoria Regional do Trabalho da 8ª Região: www.prt8.mpt.mp.br Além das sanções trabalhistas e administrativas, a conduta pode gerar desdobramentos na esfera criminal. O MPT informou que os fatos compartilhados pela parlamentar também serão analisados pelo promotor de Justiça Eleitoral para verificar a ocorrência de crimes eleitorais. g1 em 1 Minuto Pará: entenda o assédio eleitoral e regularização de MEIs Vídeos com as principais notícias do Pará