Mulher que encontrou câmera escondida dentro do quarto consegue medida protetiva contra ex-marido em Uberaba
Segundo a mulher, a câmera estava instalada no suporte do ventilador de teto do quarto Polícia Militar/Divulgação Uma mulher de 33 anos conseguiu uma nova m...
Segundo a mulher, a câmera estava instalada no suporte do ventilador de teto do quarto Polícia Militar/Divulgação Uma mulher de 33 anos conseguiu uma nova medida protetiva contra o ex-marido, de 44 anos, após encontrar uma câmera escondida no próprio quarto. O caso foi registrado na segunda-feira (13), em Uberaba, no Triângulo Mineiro. Segundo a vítima, a câmera estava instalada no suporte do ventilador de teto e teria sido colocada pelo ex-marido, que não aceita o fim do relacionamento. Ela afirmou ainda que já foi vítima de outros episódios de violência doméstica envolvendo o homem. ✅ Clique aqui e siga o perfil do g1 Triângulo no WhatsApp De acordo com a advogada da vítima, Raphaela Massote, que acompanha o caso desde 2024, esta não é a primeira vez que dispositivos semelhantes são encontrados na residência. “Essa cliente precisou de uma medida protetiva, não foi concedida em primeiro momento, mas diante da repercussão conseguimos. É impossível uma vítima de tanta perseguição ficar sem proteção”, afirmou. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A mulher já teve uma medida protetiva, mas ela não estava mais em vigor quando a câmera foi descoberta. Como o processo está em segredo de Justiça, o g1 não teve acesso ao nome do suspeito nem conseguiu contato com a defesa dele. Em nota, a Polícia Civil informou que instaurou inquérito para apurar os fatos, que tramitam sob sigilo na Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher de Uberaba. LEIA TAMBÉM: Moradora encontra câmera escondida dentro do próprio quarto Bisavó de criança recebia dinheiro para facilitar abusos cometidos por vereador Quem é a miss presa por tráfico e lavagem de dinheiro A noite em que a câmera foi encontrada Na noite de segunda-feira (13), a Polícia Militar foi chamada ao bairro Recreio dos Bandeirantes e registrou o caso como “registro não autorizado de intimidade sexual”. A vítima relatou que começou a desconfiar do ex-marido após a filha do casal contar ter visto o pai assistindo, pelo celular, imagens da mãe dentro de casa. Ao chegar do trabalho, percebeu sinais de alteração no suporte do ventilador de teto e, ao verificar, encontrou o dispositivo. Ela então retirou o equipamento e desligou os cabos para interromper a transmissão. Segundo o boletim, o relacionamento durou 18 anos e terminou há cerca de dois meses. Desde então, a mulher afirma que o ex-companheiro passou a apresentar comportamento ciumento e possessivo. Os policiais realizaram buscas, mas o suspeito não foi localizado. “Ele está em liberdade, agindo como se nada tivesse acontecido”, disse a advogada. Advogada alerta sobre violência doméstica A representante da vítima aproveitou para reforçar a importância de denunciar casos de violência doméstica e alertou outras mulheres. “O término do relacionamento não significa o fim do controle. Em muitos casos, ele apenas assume novas formas, mais silenciosas, mas igualmente abusivas. Se você está passando por algo semelhante, saiba: existem medidas legais eficazes para sua proteção. E você não precisa enfrentar isso sozinha”, disse. Em caso de violência doméstica, denuncie via os canais oficiais: o número 190 da Polícia Militar, o número 197 ou em qualquer delegacia da Polícia Civil, e o número 180 da Central de Atendimento à Mulher. ASSISTA: Entenda como funcionam as medidas protetivas Entenda como funcionam as medidas protetivas, mesmo em casos que não há agressão física VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas