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Operação Ongs de Papel: seis são indiciados por fraude em temporada de praia com emenda parlamentar de R$ 400 mil

Operação ONGs de Papel apura desvios de emendas parlamentares no Tocantins Dennis Tavares/SSP-TO A Polícia Civil concluiu nesta segunda-feira (18) uma invest...

Operação Ongs de Papel: seis são indiciados por fraude em temporada de praia com emenda parlamentar de R$ 400 mil
Operação Ongs de Papel: seis são indiciados por fraude em temporada de praia com emenda parlamentar de R$ 400 mil (Foto: Reprodução)

Operação ONGs de Papel apura desvios de emendas parlamentares no Tocantins Dennis Tavares/SSP-TO A Polícia Civil concluiu nesta segunda-feira (18) uma investigação que apurou irregularidades no uso de R$ 400 mil destinados à temporada de praia de Guaraí, em 2016. Ao todo, seis pessoas foram indiciadas por fraude, desvio de dinheiro público e lavagem de valores. Segundo as investigações da operação “Ongs de Papel”, o recurso desviado veio de uma emenda parlamentar e foi repassado por meio de um convênio firmado entre a então Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia, Turismo e Cultura (Seden) e uma organização da sociedade civil responsável pelo evento. O parlamentar investigado não teve o nome divulgado, por isso, o g1 não conseguiu contato com a defesa. O g1 questionou o Governo do Tocantins sobre o envolvimento da Seden no caso, e a Assembleia Legislativa do Tocantins a respeito do recurso de emenda parlamentar, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem. 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp LEIA TAMBÉM Homem é morto e outro fica ferido após carro ser atingido por tiros no TO Concursos para Polícia Civil e auditor fiscal anunciados pelo governo seguem sem editais publicados Homem é preso por violência doméstica após cerco em casa e duas horas de negociação, diz PM Vídeos em alta no g1 Empresas de fachada A polícia identificou um esquema para simular concorrência entre empresas e aumentar os custos dos serviços contratados, como estruturas de palco, som e iluminação. Conforme apurado, as empresas envolvidas não tinham capacidade real para prestar os serviços e eram usadas para dar aparência de legalidade ao processo. Os envolvidos usaram empresas de fachada registradas em nome de pessoas sem condições financeiras, mas controladas pelo grupo. O objetivo era esconder o destino do dinheiro e facilitar o desvio dos recursos públicos. Ainda conforme a investigação, o ganho direto dos envolvidos passou de R$ 100 mil, com divisão entre integrantes da entidade, representante da empresa contratada e um familiar do autor da emenda. O relatório da investigação foi enviado à Justiça e ao Ministério Público Estadual para análise. Conforme a Secretaria da Segurança Pública, a apuração relacionada ao parlamentar responsável pela emenda foi separada e segue em outro processo. Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.