cover
Tocando Agora:

Paralisação das rotas pode afetar produção do Polo Industrial de Manaus, diz Suframa

Vídeo mostra confusão durante paralisação das rotas do Distrito Industrial em Manaus A Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) informou nesta q...

Paralisação das rotas pode afetar produção do Polo Industrial de Manaus, diz Suframa
Paralisação das rotas pode afetar produção do Polo Industrial de Manaus, diz Suframa (Foto: Reprodução)

Vídeo mostra confusão durante paralisação das rotas do Distrito Industrial em Manaus A Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) informou nesta quinta-feira (20) que a continuidade da paralisação dos trabalhadores do transporte especial que atende o Distrito Industrial pode provocar redução ou até paralisação de linhas de produção. Segundo a autarquia, a mobilização também pode afetar o abastecimento das fábricas e o cumprimento de prazos. De acordo com a Suframa, a paralisação tem comprometido o deslocamento de trabalhadores para as fábricas do Polo Industrial de Manaus (PIM) e já causa reflexos no funcionamento das empresas. A mobilização de 100% da categoria ocorre, desde as primeiras horas da manhã, em protesto contra a proposta de reajuste salarial de 3% apresentada pelo setor patronal. Além do reajuste salarial, os trabalhadores do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Especiais de Manaus (Sindespecial) cobram redução de jornada, auxílio-alimentação e melhorias nas condições de trabalho. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp A Suframa informou ainda que acionou a Polícia Militar do Amazonas (PMAM), o Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU) e a Procuradoria Regional do Trabalho da 11ª Região (PRT-11) para acompanhar a situação. Em nota, a autarquia disse que solicitou aos órgãos competentes medidas para garantir a circulação e o acesso ao Distrito Industrial, sem comprometer o direito de manifestação dos trabalhadores. A Suframa afirmou que segue acompanhando a situação em diálogo com representantes do setor produtivo e reforçou o compromisso com a preservação da atividade industrial, dos empregos e do desenvolvimento regional. O que os trabalhadores reivindicam Segundo o Sindespecial, a categoria rejeitou a proposta apresentada pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros por Fretamento do Estado do Amazonas (Sifetran). Além de um reajuste salarial maior, os trabalhadores pedem: Redução da jornada de trabalho; Concessão e reajuste do auxílio-alimentação; Melhores condições de trabalho. À Rede Amazônica, um dos motoristas que participa da paralisação afirmou que a categoria acumula perdas nos últimos anos. "A gente tá parando para reivindicar o salário e, principalmente, a refeição do pessoal. O patronal não aceitou a nossa proposta e a gente tá parando em todo canto pedindo o apoio de todo mundo", afirmou o motorista identificado como Antônio. A paralisação também surpreendeu trabalhadores que dependem das rotas para chegar ao Distrito Industrial. Francisco, que costuma embarcar às 5h da manhã, disse que foi informado sobre o problema apenas após chegar ao local. "A gente bate o ponto 7h15, então esse momento já era para eu estar na empresa tomando café. Fomos surpreendidos por essa parada. Mandaram mensagem pedindo para a gente ter calma enquanto tentam ver uma solução, se vão pagar aplicativo ou outra coisa. Estamos só aguardando", relatou Francisco. IMPACTO: Vídeos mostram impacto da paralisação das rotas do Distrito Industrial em Manaus Impacto da paralisação das rotas do Distrito Industrial em Manaus Paulo Roberto/Rede Amazônica Pontos de mobilização De acordo com o Sindespecial, os manifestantes estão concentrados em 12 pontos da capital. Nas zonas Sul e Leste, a mobilização ocorre em trechos da Avenida Grande Circular, da Bola da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) e da Bola da Samsung, apontada pelo sindicato como o principal ponto de concentração do movimento. Na Zona Norte, os trabalhadores estão reunidos nas avenidas Max Teixeira e Torquato Tapajós, com reflexos no trânsito nas proximidades da fábrica TPV e do Baratão da Carne. Já nas zonas Oeste e Centro-Oeste, os atos ocorrem na Avenida Pedro Teixeira, na altura do Sambódromo, e na cabeceira da Ponte Rio Negro. Veja vídeos dos pontos afetados por congestionamento em Manaus Segundo o Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU), a paralisação não tem relação com a Prefeitura de Manaus. O órgão informou que os trabalhadores reivindicam ajustes salariais diretamente junto às empresas do setor. O IMMU também informou que agentes de trânsito do instituto estão nos locais bloqueados para orientar os condutores e atuar na organização do tráfego. Em nota, a entidade destacou que qualquer interrupção no transporte dos trabalhadores afeta diretamente a produção, especialmente em um momento em que as empresas buscam recuperar produtividade e compensar prejuízos já registrados. Segundo o Cieam, algumas indústrias já enfrentam paralisações de linhas devido à dificuldade de deslocamento dos colaboradores. "O diálogo entre as partes envolvidas é fundamental para que uma solução seja alcançada com brevidade, evitando o agravamento dos prejuízos às empresas, aos trabalhadores e à economia do Amazonas", afirmou a entidade. O centro também ressaltou que a continuidade das atividades do Polo Industrial de Manaus depende de condições regulares de mobilidade, logística e acesso ao Distrito Industrial, considerados fatores essenciais para o cumprimento dos compromissos de produção e para a manutenção da competitividade do setor. Já a Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo) informou que está acompanhando a situação e realizando um levantamento junto às empresas associadas para avaliar os efeitos da paralisação. Trabalhadores rejeitam reajuste de 3% e fazem paralisação nas rotas do Distrito em Manaus Divulgação