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Policial civil é preso suspeito de extorquir família em Queimados; dívida de R$ 4 mil chegou a R$ 61 mil em 2 anos, diz investigação

Delegacia em que o policial era lotado em Mesquita Reprodução/TV Globo Um policial civil foi preso nesta terça-feira (13) suspeito de participar de um esquem...

Policial civil é preso suspeito de extorquir família em Queimados; dívida de R$ 4 mil chegou a R$ 61 mil em 2 anos, diz investigação
Policial civil é preso suspeito de extorquir família em Queimados; dívida de R$ 4 mil chegou a R$ 61 mil em 2 anos, diz investigação (Foto: Reprodução)

Delegacia em que o policial era lotado em Mesquita Reprodução/TV Globo Um policial civil foi preso nesta terça-feira (13) suspeito de participar de um esquema de extorsão contra uma família em Queimados, na Baixada Fluminense. Segundo a investigação da Polícia Civil, ele teria usado uma viatura oficial para intimidar as vítimas e cobrar uma dívida que começou em R$ 4 mil e se tornou R$ 61 mil em 2 anos. Mandados de prisão e de busca e apreensão foram cumpridos nesta terça (13) contra os investigados. Dois deles já tinham sido presos em flagrante no dia 7 de outubro, durante uma cobrança na casa da família. O policial foi preso nesta terça-feira. Outros dois alvos da operação estão foragidos, segundo a polícia. Segundo a investigação, a família passou a ser alvo de cobranças e ameaças em 2024, após um empréstimo de R$ 4 mil. Em agosto de 2026, os investigados exigiam o pagamento de R$ 61,2 mil em parcelas. Os pagamentos, feitos por Pix, em dinheiro e com a entrega de um carro, ultrapassaram R$ 100 mil, apesar de a dívida original ser de R$ 4 mil. Agora no g1 A investigação começou depois que uma das vítimas procurou a Corregedoria da Polícia Civil para denunciar as ameaças. Em 4 de setembro, o policial teria ido armado à residência da família usando uma viatura oficial da 53ª DP (Mesquita). Segundo a apuração, ele afirmou que o dinheiro cobrado por outro integrante do grupo pertencia a ele e exigiu o pagamento imediato. ✅ Siga o canal de notícias do g1 Rio no WhatsApp O deslocamento da viatura foi confirmado pela investigação da polícia. O agente também foi reconhecido formalmente por uma das vítimas. Dívida aumentou mesmo após pagamentos Segundo a investigação, a dívida teve origem em um empréstimo de R$ 4 mil, com juros de 20% ao mês. Em 2024, diante da dificuldade de pagamento, o agiota teria passado a exigir R$ 2 mil por mês da família, sob ameaças de morte. Em outubro de 2025, dois investigados teriam levado um lote de biquínis confeccionados por uma das vítimas, avaliado em R$ 7 mil, com a promessa de abater o valor da dívida. Mesmo assim, as cobranças continuaram. Em abril de 2026, a família teria sido orientada a contrair um novo empréstimo, de R$ 18 mil, para quitar o débito anterior. O dinheiro foi transferido e repassado ao primeiro agiota, segundo a investigação. Cerca de uma semana depois, outro integrante do grupo teria tomado à força o carro da família como garantia. Meses depois, as vítimas foram informadas de que precisariam pagar 12 parcelas de R$ 5,1 mil, totalizando R$ 61,2 mil, ou continuar fazendo pagamentos mensais de R$ 3,6 mil apenas de juros. Homens foram presos durante cobrança Dois investigados foram presos em flagrante em 7 de outubro, no quintal da residência da família, enquanto realizavam uma nova cobrançaCom um deles, foram apreendidos R$ 3 mil em espécie, sem comprovação de origem lícita. Mesmo após as prisões, as intimidações teriam continuado. Segundo os autos, as vítimas receberam ameaças de morte por telefone no dia seguinte, com exigências para que retirassem a denúncia contra o policial. Na operação desta terça, foram apreendidos R$ 14 mil em dinheiro e um carro clonado, segundo a Polícia Civil. A investigação apura suspeitas de extorsão com agravantes pelo envolvimento de várias pessoas, uso de arma de fogo e possível atuação de grupo ou milícia privada.