Prefeitura tapa buracos em rua de Campos após meses de reclamações, mas obra definitiva de drenagem segue sem prazo
Apesar da conclusão dessa etapa, a solução definitiva para a drenagem ainda não tem previsão de início. Junior Marins/Secom Campos A Prefeitura de Campos ...
Apesar da conclusão dessa etapa, a solução definitiva para a drenagem ainda não tem previsão de início. Junior Marins/Secom Campos A Prefeitura de Campos dos Goytacazes concluiu nesta sexta-feira (9) o fechamento dos buracos na Rua Gregório Marcolino Rosa, no bairro Nova Brasília, após meses de reclamações de moradores sobre as condições da via e problemas na drenagem. O serviço teve caráter paliativo, e a recomposição do calçamento com paralelepípedos está prevista para a próxima semana. Apesar da conclusão dessa etapa, a solução definitiva para a drenagem ainda não tem previsão de início. Segundo a Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura, a galeria existente tem mais de 30 anos e apresenta problemas estruturais que exigem a substituição da rede. 📱 Siga o canal do g1 Norte Fluminense no WhatsApp. Agora no g1 A Prefeitura informou que está realizando um levantamento topográfico para subsidiar o projeto de uma nova galeria. Após essa fase, ainda será necessário elaborar o orçamento e realizar o processo licitatório antes da execução da obra. Obra começou em agosto e foi interrompida O problema na Rua Gregório Marcolino Rosa vem sendo acompanhado desde agosto, quando uma grande cratera na via passou a motivar reclamações recorrentes dos moradores. Além dos transtornos para a circulação de veículos e pedestres, os relatos incluíam mau cheiro e preocupação com o escoamento da água. Na época, o morador Amaro Jorge Pereira, de 64 anos, caiu na cratera e fraturou a perna direita. Ele foi levado para o Hospital Ferreira Machado, em Campos, onde permaneceu em observação. Em 14 de agosto, manilhas foram levadas ao local, e os trabalhos tiveram início no dia 17. A intervenção foi apresentada pela Prefeitura como emergencial e paliativa, enquanto uma solução definitiva para a drenagem seria estudada. O serviço, no entanto, foi interrompido ainda em agosto. Mesmo diante das cobranças dos moradores, a retomada não ocorreu no prazo inicialmente previsto. Posteriormente, a Prefeitura informou que pretendia retornar ao local após o feriado de 7 de setembro, mas os trabalhos só foram retomados no início de outubro. No começo deste mês, a Secretaria de Obras atribuiu o atraso às chuvas recentes e informou que as equipes retornariam assim que as condições climáticas permitissem. Moradores questionaram execução do serviço Com a retomada dos trabalhos, no início de outubro, moradores voltaram a questionar a forma como a intervenção estava sendo executada. Eles demonstraram preocupação com o solo encharcado, as condições das casas próximas e a falta de escoamento da água. A comerciante Zenir da Boa Morte Almeida afirmou que, na avaliação dos moradores, o problema estaria relacionado à saída do valão, que, segundo ela, continuava obstruída. “A gente não queria que continuasse a obra, porque o defeito está lá na saída do valão. Eles só fizeram a água represar por baixo do chão. Se chover, vai ceder e vai estragar o serviço”, relatou. A moradora Érika França também reclamou dos transtornos dentro de casa e disse que estava com o banheiro entupido. Ela questionou para onde a água e os materiais retirados ou deslocados durante a intervenção estavam sendo levados. “Estou com o meu banheiro entupido. Essas águas foram para onde? Está tudo vindo para a nossa casa”, afirmou. As preocupações dos moradores levaram a um impasse durante a execução do serviço. A Guarda Municipal foi acionada e interrompeu os trabalhos temporariamente. Segundo os moradores, agentes retornaram posteriormente e informaram que a intervenção poderia continuar após uma avaliação da Defesa Civil. A realização dessa avaliação, porém, não foi confirmada de forma independente. A obra acabou sendo retomada. A Secretaria de Obras atribuiu o atraso às chuvas recentes e informou que as equipes retornariam assim que as condições climáticas permitissem. Phelipe Soares Prefeitura diz que solução definitiva depende de projeto e licitação Em nota, a Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura informou que o serviço paliativo foi concluído nesta sexta-feira. A intervenção incluiu a instalação de uma manilha na antiga rede de drenagem e o fechamento do grande buraco, com o objetivo de melhorar a circulação de veículos no trecho. A pasta informou ainda que a equipe técnica esteve no local para acompanhar os trabalhos e que a previsão é recuperar o pavimento com paralelepípedos ao longo da próxima semana. Sobre a solução definitiva, a Secretaria explicou que a galeria tem mais de três décadas e precisa ser substituída. O levantamento topográfico em andamento deverá contribuir para a elaboração do projeto de uma nova rede de drenagem. O subsecretário de Obras afirmou que a execução da nova estrutura também depende da definição do orçamento e da realização de licitação. Por isso, segundo ele, ainda não é possível estabelecer uma data para o início da obra. Durante a entrevista, o representante da pasta também mencionou a existência de construções que, segundo ele, interferem no trajeto necessário para o escoamento da água da chuva. A Secretaria informou que a situação será avaliada durante o planejamento da nova galeria. Enquanto o projeto definitivo não fica pronto, a Prefeitura afirma que continuará realizando intervenções paliativas para preservar a circulação e evitar o agravamento dos problemas. A reportagem seguirá acompanhando a recuperação do calçamento e os próximos passos para a substituição da galeria de drenagem.