'Quando podemos ir para a sua ilha?', perguntou Elon Musk a Jeffrey Epstein, em e-mail divulgado pelo Departamento de Justiça dos EUA
"Arquivos vão ajudar a me curar", diz brasileira vítima de Epstein O bilionário Elon Musk mandou um e-mail para Jeffrey Epstein perguntando "quando podemos i...
"Arquivos vão ajudar a me curar", diz brasileira vítima de Epstein O bilionário Elon Musk mandou um e-mail para Jeffrey Epstein perguntando "quando podemos ir para a sua ilha?" em 2013. A correspondência consta entre as mais de 3 milhões de páginas dos arquivos do caso do empresário divulgadas nesta sexta-feira (30) pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos. Jeffrey Epstein, que fez fortuna no mercado financeiro, foi condenado por abusar de menores e operar uma rede de exploração sexual. O epicentro dessa rede era uma ilha particular de Epstein nas Ilhas Virgens Americanas, para onde Epstein e convidados viajavam acompanhados de jovens. Frequentemente, essas viagens aconteciam no avião particular de Epstein, apelidado de "Lolita Express". Correspondência entre Jeffrey Epstin e Elon Musk revelada pelo Departamento de Justiça dos EUA Departamento de Justiça dos EUA/Reprodução Na troca de mensagens, Epstein responde amigavelmente a Musk que "sempre (há) espaço para você", enquanto eles discutem a data da visita. Não fica claro pelos e-mails se a viagem chegou a se concretizar. Musk já declarou anteriormente que havia recusado convites para ir à ilha de Epstein: "Epstein tentou me convencer a ir para a ilha dele e eu RECUSEI", disse ele em um post na rede X, da qual ele é dono, em 27 de setembro de 2025. Novos documentos Segundo o vice-procurador-geral, Todd Blanche, a nova leva inclui mais de 2 mil vídeos e 180 mil imagens, que têm "grandes quantidades de pornografia comercial". Questionado por jornalistas sobre uma possível interferência do presidente Donald Trump, ele afirmou que a Casa Branca não participou da revisão dos arquivos. "Não protegemos Trump na divulgação dos arquivos", garantiu. Blanche também anunciou que a liberação das novas evidências marca o fim do processo de revisão realizado pelo departamento: “A divulgação de hoje marca o fim de um processo muito abrangente de identificação e revisão de documentos para garantir transparência ao povo americano e conformidade com a lei”. O vice-procurador-geral dos EUA, Todd Blanche REUTERS/Elizabeth Frantz No começo do mês, em documento judicial apresentado à Justiça, o Departamento de Justiça admitiu que divulgou apenas 1% dos arquivos relacionados ao caso que tinha em seu poder. A divulgação dos arquivos da investigação começou em dezembro. O departamento tinha até o dia 19 do mês para publicá-los em sua totalidade, de acordo com a Lei de Transparência dos Arquivos Epstein, sancionada pelo presidente Donald Trump, porém o prazo não foi respeitado. No dia 23, o governo dos EUA liberou mais de 30 mil documentos dos arquivos de Epstein, deixando claro a proximidade dele com políticos e famosos. Uma vítima brasileira estava citada. No dia 24 de dezembro, o departamento comunicou que iria demorar "algumas semanas" para liberar o resto dos milhares de documentos.