Rubio: 'Irã implora todos os dias' por acordo e continuará 'pagando preço'
Marco Rubio BRENDAN SMIALOWSKI/Pool via REUTERS O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, disse nesta quinta-feira (23) que o Irã está imploran...
Marco Rubio BRENDAN SMIALOWSKI/Pool via REUTERS O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, disse nesta quinta-feira (23) que o Irã está implorando por um acordo e que pagará um preço cada vez mais alto, em meio à escalada da guerra entre os dois países. Rubio, que participou da cúpula de Ministros das Relações Exteriores da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), nas Filipinas, deu as declarações a repórteres antes de deixar o país e fez duras críticas aos dirigentes do regime iraniano. "O Irã está nos implorando, direta e indiretamente. Vamos fazer um acordo, vamos conversar. O Irã implora todos os dias. O problema com o Irã é que, toda vez que eles fazem um acordo, as pessoas que estão no comando lá, ou o quebram ou querem mudá-lo. Portanto, eles continuarão pagando um preço e, a cada noite, ele fica mais e mais alto. O preço continuará a subir a cada noite até que eles caiam em si", afirmou. ➡️ Há 12 noites consecutivas, desde a volta da troca de ataques entre os dois países, os Estados Unidos vêm fazendo bombardeios ao território do Irã. Em retaliação, Teerã iniciou uma ofensiva contra alvos americanos em países vizinhos do Oriente Médio. Nesta quinta, a Guarda Revolucionária iraniana disse que fez ataques no Kuwait e na Jordânia, onde teria destruído diversos equipamentos militares dos EUA. O governo jordaniano nega que tenha havido danos materiais, mas confirmou que interceptou 3 mísseis e 6 drones. "Os ataques retaliatórios das forças armadas continuarão enquanto os ataques dos EUA à infraestrutura e às áreas costeiras do país persistirem", disse o porta-voz do exército do Irã, Mohammad Akraminia, segundo a TV estatal, acrescentando que o país está preparado para "qualquer cenário inimigo". EUA renovam ataques ao Irã e ameaçam bombardear instalação nuclear subterrânea O secretário do governo Trump comentou ainda a entrada dos Houthis, grupo extremista do Iêmen, no conflito. De acordo com ele, os rebeldes foram enganados pelos iranianos para aceitar decretar o bloqueio naval à Arábia Saudita e comprometer a navegação no Mar Vermelho. "Os houthis foram, em grande parte, espertos e se mantiveram afastados de tudo isso, durante todo o conflito. Mas, aparentemente, agora eles se deixaram enganar e estão atacando a Arábia Saudita e seus navios. Espero que a situação se acalme, porque acho que os houthis foram enganados pelos iranianos", declarou. Segundo um comunicado do Ministério das Relações Exteriores de Omã, divulgado nesta quinta, o país começou agora a agir como mediador de negociações entre o grupo iemenita e o governo saudita e expressou "grande preocupação" com a situação no Mar Vermelho. Nesta quarta-feira (22), dois petroleiros da Arábia Saudita foram destruídos pelos Houthis, que também ameaçam fechar completamente o Estreito de Bab el-Mandeb, que liga a região ao Golfo de Aden. "Omã está atualmente trabalhando em coordenação com seus irmãos no Reino da Arábia Saudita, as partes iemenitas e o Enviado Especial da ONU para o Iêmen, com o objetivo de retomar o processo político e o roteiro para alcançar a segurança e a estabilidade na região", diz a mensagem. Em apoio ao Irã, Houthis ameaçam fechar estreito vital para o comércio mundial Questionado sobre as exigências americanas para finalmente por fim à guerra, iniciada em parceria com Israel no dia 28 de fevereiro, o secretário de Trump afirmou: "Os EUA buscam um Irã desnuclearizado, que jamais terá uma arma nuclear. Esse é o nosso principal interesse. A ameaça que eles representam para o mundo... Esses lunáticos em posse de uma arma nuclear. Isso não vai acontecer. Não enquanto Donald Trump for presidente". Na terça-feira (21), o presidente dos EUA afirmou que vai atacar a montanha de Pickaxe, na região central do Irã, onde fica a instalação de enriquecimento de urânio de Natanz, "muito em breve". 🔎 O urânio altamente enriquecido pode ser usado na produção de armas nucleares. Por outro lado, o Irã diz que o programa nuclear do país tem fins exclusivamente pacíficos. Apesar de negar ao Irã o direito ao programa nuclear, nesta quarta-feira, os EUA chegaram a um acordo de cooperação nuclear com a Arábia Saudita. Rubio defendeu que o programa saudita é "civil e pacífico". "Basta dizer que qualquer acordo que fizermos com qualquer país do mundo sobre energia nuclear civil terá salvaguardas para garantir que não possa ser transformado em um programa de armas. A Arábia Saudita busca ter um programa nuclear civil e pacífico", afirmou.