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Teresina tem a menor renda mediana entre as capitais brasileiras, aponta levantamento

Imagem aérea do Centro de Teresina, Piauí, em 16 de agosto de 2021 Magno Bonfim/TV Clube Teresina tem a menor renda mediana* entre as capitais brasileiras, se...

Teresina tem a menor renda mediana entre as capitais brasileiras, aponta levantamento
Teresina tem a menor renda mediana entre as capitais brasileiras, aponta levantamento (Foto: Reprodução)

Imagem aérea do Centro de Teresina, Piauí, em 16 de agosto de 2021 Magno Bonfim/TV Clube Teresina tem a menor renda mediana* entre as capitais brasileiras, segundo a Pesquisa de Qualidade dos Serviços Públicos nas Capitais 2026, divulgada pela Agenda Pública nesta sexta-feira (3). O levantamento também aponta que a cidade apresenta desafios em desenvolvimento econômico e proteção social. 🔎Renda mediana é o valor que divide a população em duas partes iguais: metade das pessoas recebe acima desse rendimento e metade recebe abaixo. Diferentemente da renda média, a mediana reduz a influência de valores muito altos ou muito baixos. A pesquisa mede a qualidade dos serviços públicos nas capitais brasileiras a partir de 47 indicadores de bases públicas e oficiais, organizados em oito dimensões: Educação, Saúde, Proteção Social, Meio Ambiente, Infraestrutura, Desenvolvimento Econômico, Gestão e Mobilidade. ✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp No recorte regional, Teresina aparece entre as capitais com melhor desempenho do Nordeste, mas a Agenda Pública destaca que a cidade enfrenta um alerta relacionado à renda. Agora no g1 Resultados de Teresina Teresina registrou renda mediana de R$ 1.262 por mês, a menor entre as 26 capitais brasileiras analisadas pela pesquisa. O valor é inferior à média dos municípios brasileiros, estimada em R$ 2.010,29, e representa menos da metade da renda mediana observada em capitais como Florianópolis e Curitiba, que lideram o ranking com R$ 3 mil. Entre as capitais nordestinas, Teresina também aparece na última posição nesse indicador, atrás de Maceió e Fortaleza, ambas com renda mediana de R$ 1,3 mil. Os melhores resultados da capital foram registrados em infraestrutura (0,743), gestão (0,662) e educação (0,657), áreas classificadas pela pesquisa como de alta qualidade. Já saúde (0,549), meio ambiente (0,512) e mobilidade (0,463) ficaram na faixa média. Os piores desempenhos apareceram em desenvolvimento econômico (0,241) e proteção social (0,394), considerados de baixa qualidade. Veja as notas de Teresina por área: Infraestrutura: 0,743 (alta) Gestão: 0,662 (alta) Educação: 0,657 (alta) Saúde: 0,549 (média) Meio ambiente: 0,512 (média) Mobilidade: 0,463 (média) Proteção social: 0,394 (baixa) Desenvolvimento econômico: 0,241 (baixa) Sobre a pesquisa A Pesquisa de Qualidade dos Serviços Públicos nas Capitais 2026 utiliza como referência o Código do Usuário do Serviço Público, previsto na Lei nº 13.460/2017, que estabelece direitos dos usuários e normas para a prestação de serviços públicos. Cada indicador foi convertido para uma escala de 0 a 1, e a nota final de cada capital corresponde à média simples das oito dimensões, com pesos iguais. O índice não mede a satisfação do usuário, mas combina resultados de políticas públicas, estrutura disponível e capacidade de entrega da gestão. Segundo a Agenda Pública, as capitais nordestinas apresentam a segunda menor média regional do país, à frente apenas das cidades da Região Norte. Apesar de registrarem resultados relativamente melhores em infraestrutura e meio ambiente, ainda enfrentam dificuldades em áreas ligadas ao bem-estar social, como saúde, educação, proteção social e desenvolvimento econômico. VÍDEOS: assista aos vídeos mais vistos da Rede Clube