Vigilantes de empresa de segurança são presos por torturar, matar e esconder corpo de homem em situação de rua no ES
Vigilantes são presos por torturar, matar e esconder corpo de homem em situação de rua Dois vigilantes de uma empresa de segurança particular foram presos, ...
Vigilantes são presos por torturar, matar e esconder corpo de homem em situação de rua Dois vigilantes de uma empresa de segurança particular foram presos, suspeitos de torturar, matar e esconder o corpo de um homem em situação de rua, na Praia do Suá, em Vitória. Outros seis funcionários da mesma empresa já foram identificados por participação no crime, mas não foram detidos. O crime ocorreu na madrugada do dia 17 de março. O corpo foi encontrado e as prisões ocorreram cerca de um mês depois, durante as investigações da Operação “Invisíveis”, deflagrada no dia 21 de abril. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp Sequestro, tortura e morte De acordo com a Polícia Civil, Marcos Vinícius Lopes Rodrigues, de 35 anos, foi sequestrado por um grupo de pelo menos oito homens, espancado por horas e levado até uma área de eucalipto na Serra, onde foi morto e enterrado. Os outros seis suspeitos têm medidas cautelares tramitando, aguardando a decisão da Justiça. No nomento, eles apenas estão afastados das suas funções na empresa. Segundo o delegado Tarcísio Otoni, titular da Delegacia Especializada de Pessoas Desaparecidas, o caso começou como desaparecimento, mas rapidamente evoluiu para sequestro e homicídio qualificado. Mãe registrou desaparecimento O caso só começou a ser investigado após a mãe da vítima procurar a polícia ao estranhar o sumiço do filho. “Por trás dele havia uma mãe que sabia que ele estava em situação de rua e levava uma marmita todos os dias. No dia em que ela não o encontrou, resolveu procurar informações e nos procurou”, afirmou o delegado. Imagens de videomonitoramento flagraram o momento em que a vítima é rendida por motociclistas na Praia do Suá e colocada à força em um carro. Vigilantes de empresa de segurança são presos por torturar, matar e esconder corpo de homem em situação de rua no Espírito Santo Reprodução/ Polícia Civil As investigações apontaram que o grupo utilizou veículos da empresa de segurança para cometer o crime. A vítima foi levada até a região da Lagoa Juara, na Serra, e, em seguida, ao novo contorno de Jacaraípe, onde ocorreu a execução. LEIA TAMBÉM: SUSPEITO FUGIU: Motoboy é baleado na boca em briga de trânsito e pede ajuda em quartel da polícia VIOLÊNCIA: Mulher é baleada na porta de igreja em Vitória CARIACICA: Festa de aniversário termina com homem morto a tiros e mulher baleada A polícia acredita que Marcos Vinícius tenha sido submetido a pelo menos três horas de tortura antes de morrer, possivelmente por espancamento e sufocamento. Ainda de acordo com a polícia, os suspeitos atuavam como vigilantes e faziam rondas pela região. “Esse grupo que participou do crime são funcionários tipo rondista, ou seja, aquele funcionário que é acionado para fazer uma visita nos condomínios. Se de alguma forma o morador aciona, por qualquer suspeita, a função deles é acionar a Polícia Militar”, explicou o delegado Otoni. No entanto, nesse caso, eles decidiram agir por conta própria. “Marcos Vinicius, uma pessoa em situação de rua, já possuía alguns históricos criminais por furto, roubo e receptação, ao invés deles adotarem o protocolo de acionar a polícia, eles decidiram fazer justiça com as próprias mãos”, completou Otoni. A polícia informou ainda que há indícios de que a vítima já havia sido agredida pelo mesmo grupo há cerca de uma semana antes do crime. Em uma das ocasiões, os suspeitos teriam tentado arrancar um dente da vítima com um alicate, mas ele conseguiu escapar. Marcos Vinícius, homem em situação de rua, foi abordado por seguranças particulares na Praia do Suá, em Vitória, no Espírito Santo Reprodução/ Polícia Civil Durante a operação, além das prisões, a polícia apreendeu veículos, motocicletas e simulacros de arma de fogo que teriam sido usados na abordagem. Exames periciais também identificaram vestígios de sangue em um dos carros utilizados pelos suspeitos. A empresa para a qual os investigados trabalhavam foi ouvida e, segundo a polícia, não há, até o momento, indícios de que a direção tenha participado ou tivesse conhecimento das ações criminosas. Os funcionários envolvidos foram afastados. O caso será encaminhado à Justiça como homicídio qualificado, sequestro, associação criminosa e ocultação de cadáver. A Polícia Civil informou que o inquérito deve ser concluído e enviado à Vara do Júri nos próximos dias. Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo . Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo