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Zema defende modelo de El Salvador com 'encarceramento em massa' contra o crime

Romeu Zema durante evento da Amcham em São Paulo Reprodução/TV Globo O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República Romeu Zem...

Zema defende modelo de El Salvador com 'encarceramento em massa' contra o crime
Zema defende modelo de El Salvador com 'encarceramento em massa' contra o crime (Foto: Reprodução)

Romeu Zema durante evento da Amcham em São Paulo Reprodução/TV Globo O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) defendeu que o Brasil adote uma política de segurança pública com "encarceramento em massa" similar à implementada em El Salvador para combater o crime organizado. Ele também citou a classificação de integrantes de facções criminosas como terroristas e o endurecimento de penas como medidas para reduzir os índices de violência. O que aconteceu lá foi a experiência mais bem-sucedida da história de redução de homicídios e criminalidade. Em quatro anos, conseguiram reduzir em 99% a taxa de homicídios, algo inédito no mundo. Ele deu a declaração durante debate promovido pela Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham) em São Paulo. O país da América Central já foi considerado um dos mais perigosos do mundo, mas teve queda significativa nos níveis de violência depois que o governo implementou um regime de exceção que permitiu detenções sem mandados judiciais. A política linha-dura do presidente Nayib Bukele – reeleito em 2024 com 80% dos votos – tem como símbolo uma megaprisão de segurança máxima com capacidade para 40 mil detentos. Entidades de direitos humanos estimam que ao menos 21 mil inocentes foram presos. Datafolha: Lula 38%; Flávio Bolsonaro 35%; Zema 3%; Caiado 3%. O pré-candidato citou como referências algumas medidas adotadas pelo governo salvadorenho desde 2019, quando teve início o primeiro mandato do presidente Nayib Bukele. "Se alguém era de alguma facção ou de alguma organização criminosa era enquadrado como terrorista. E, se é enquadrado como terrorista, pena mínima de 25 anos sem direito a nenhum tipo de benefício. Encarceramento em massa. Bandido atrás das grades", declarou o presidenciável. Zema relatou ter visitado El Salvador no ano passado acompanhado do secretário de Segurança Pública de Minas Gerais. "Fui conversar com as pessoas que moram em comunidade, mais de 40, encontrando na rua, no barzinho, na oficina mecânica. Todos aprovam a mudança feita pelo governo federal sem exceção", declarou. Ao defender a adoção de medidas semelhantes no Brasil, Zema disse que o país precisa de uma "choque na segurança pública". No discurso, o pré-candidato também fez críticas genéricas a políticos que mantém proximidade com pessoas denunciadas e do uso eleitoral de relações familiares. "Pra mim, quem se aproximou do banqueiro bandido é um mau sinal. Gambá cheira gambá, eu sempre escutei isso no interior. E não acredito também quando você acha que parentes são a solução do seu problema. Eu gosto é de gente competente, e não de falar 'é parente que resolve'. Quando é companheirada, parentada, a coisa fica difícil de resolver", disse ele sem citar nomes.